[[legacy_image_165943]] Os integrantes da União Municipal de Estudantes Secundaristas (UMES) de Santos fizeram uma ação neste sábado (3) para relembrar os males causados pelo regime antidemocrático e violador de liberdades instaurado com a ditadura civil-militar a partir de 31 de março de 1964 e que durou até 1985. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os jovens afixaram uma faixa preta de cerca de 15 metros com os dizeres "Ditadura nunca mais" na passarela de pedestres sobre a Via Anchieta, que liga o distrito industrial da Alemoa e a Vila Alemoa. "Na última sexta-feira, algumas instituições 'celebraram' os 58 anos do golpe militar de 1964. Nossa intenção é relembrar a população que, durante o período de ditadura, ocorreram diversas violações à liberdade, torturas e assassinatos por agentes de Estado", afirmou o presidente da UMES Santos, Matheus Café. ContestaçãoNo dia 31 de março, o então ministro da Defesa, Walter Braga Netto, publicou uma ordem do dia em alusão à data de 31 de março, citando que "o movimento é um marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época". No mesmo dia, o procurador da República Pablo Coutinho Barreto solicitou à Justiça Federal a revogação da nota emitida pelo Governo Federal por entender que a "apologia" ao golpe de 1964 por instituições ou agentes públicos fragiliza de forma drástica os fundamentos da República.