[[legacy_image_69507]] Os Estados Unidos tomarão medidas punitivas contra organizações estrangeiras que ajudarem a financiar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, cuja autoridade não reconhece, alertou a Casa Branca. A decisão, anunciada pelo conselheiro de segurança nacional do presidente Donald Trump, John Bolton, faz parte do ataque de Washington para forçar a saída de Maduro, cuja reeleição é considerada resultado de fraudes. “Os Estados Unidos apoiam fortemente a transição democrática na Venezuela liderada pelo presidente interino Juan Guaidó e a Assembleia Nacional, e realiza várias iniciativas para apoiar esta transição”, disse Bolton em um comunicado. Washington “adverte as instituições financeiras estrangeiras que haverá sanções por participar na facilitação de transações ilegais que beneficiem Nicolas Maduro e sua rede corrupta. Nós não permitiremos que Maduro roube a riqueza do povo venezuelano”, afirmou. Reconhecido pelos Estados Unidos e mais de 50 países, Guaidó, chefe da Assembleia Nacional (Parlamento), se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, invocando a Constituição e comprometendo-se a organizar novas eleições. Desde 2015, Washington sancionou dezenas de autoridades venezuelanas e ex-autoridades, incluindo o próprio Maduro, acusando-as de violações dos direitos humanos, corrupção e tráfico de drogas. Além disso, aplicou um embargo ao petróleo da Venezuela, crucial para sua economia, que entrará em vigor em 28 de abril. Cerca de 2,7 milhões de venezuelanos fugiram de seu país desde o agravamento da situação em 2015, segundo dados da ONU. Embaixador expulso O governo da Venezuela declarou o embaixador da Alemanha, Martin Kriener, “persona non grata” e deu 48 horas para que deixe o país depois que ele recebeu o líder da oposição, Juan Guaidó, no Aeroporto de Maiquetia na segunda-feira (4). Em comunicado, o governo diz que sua decisão se deve a “recorrentes atos de ingerência nos assuntos internos do país” pelo diplomata, que “em desacato compareceu ao aeroporto internacional de Maiquetía para testemunhar a chegada do deputado Juan Guaidó”. “A Venezuela considera inaceitável que um representante diplomático estrangeiro exerça em seu território um papel público mais típico de um líder político em clara sintonia com a agenda conspiratória de setores extremistas da oposição venezuelana”, diz ainda a nota. Também em comunicado, o governo alemão anunciou que consultará aliados europeus para saber como responderá à expulsão do embaixador.