[[legacy_image_15810]] A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em votação final, por 34 votos a favor, 17 contrários e 1 abstenção, o projeto de lei que dá um aumento salarial de 46% para o prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), além de aumentos para o vice-prefeito e os secretários municipais. O projeto agora segue para a sanção do próprio Covas. O aumento valerá apenas para janeiro de 2022. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! O projeto de lei que prevê o aumento havia sido aprovado em primeiro turno na segunda-feira, 21, em uma votação marcada por uma manobra conhecida como "cavalo" (quando um projeto de lei é usado para a aprovação de outro). O salário de Covas passará de R\$ 24.175,55 para R\$ 35.462,00. O do vice, Ricardo Nunes (MDB), passará de R\$ 21.700,00 para R\$ 31 915,80 e o dos secretários muda de R\$ 19.340,40 para R\$ 30 142,70, uma variação de 55%. O salário do prefeito é o teto do funcionalismo municipal. Por isso, há expectativa de que os servidores que já ganham o teto possam ter também o salário elevado pelo aumento do limite de pagamentos, em um efeito cascata. A Prefeitura enviou à Câmara um estudo afirmando que esse efeito cascata trará, em 2022, um impacto de R\$ 78 milhões ao orçamento da cidade. O cálculo considera que a cidade teria apenas 42 pessoas que recebem R\$ 24,1 mil e passariam para R\$ 35,4 mil. Um estudo paralelo, elaborado pelo gabinete do vereador José Police Neto (PSD), estimou que seriam 1,873 os servidores ativos e inativos que recebem R\$ 24,1 mil. Contando com os servidores também da Câmara e do Tribunal de Contas do Município (TCM), o valor seria de quase R\$ 500 milhões. A votação se deu em meio a discursos contrários da oposição, em especial de parlamentares do PSOL. "O que não pode ter aqui é justificativas para o aumento do prefeito e dos secretários (em referência à inflação acumulada desde o último aumento), mas que, quando a gente vai apresentar essas mesmas considerações para reajustar salários de funcionários, essas não são válidas", disse o vereador Toninho Vespoli, no plenário. Em defesa da medida, a vereadora Soninha Francine (Cidadania) ponderou que a defasagem salarial, especialmente no caso dos secretários, afastava pessoal com capacidade técnica para os cargos, de ocupá-los. O Estadão questionou a gestão Covas se o projeto será sancionado, além de um comentário sobre a diferença entre os cálculos do governo do gabinete de Police Neto sobre os impactos financeiros decorrentes da aprovação, mas não teve resposta. Orçamento aprovado Na sessão em que aprovaram o reajuste, os vereadores também votaram o Orçamento da cidade para 2021, de R\$ 67,9 bilhões, que foi aprovado por 37 votos a favor e 12 contrários. O texto prevê que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) do ano que vem não terá correção monetária e que cada um dos 55 vereadores que assumem o mandato na próxima gestão terá direito a R\$ 4 milhões em emendas parlamentares.