[[legacy_image_40650]] O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), teve alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês, no centro de São Paulo, nesta terça-feira (4), e foi para um quarto de atenção semi-intensiva. Ele segue sem previsão de alta, mas teve uma "noite bem dormida", segundo o infectologista David Uip, um dos médicos que acompanha o prefeito, em entrevista coletiva realizada no período da tarde Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Nas redes sociais, o prefeito paulistano agradeceu pelo apoio que tem recebido neste momento. "Mais uma batalha vencida. Tenho fé que vou vencer cada obstáculo. Agradeço a todas as orações, as mensagens de carinho, a força que vocês tem me dado. Peço desculpas por não conseguir responder a tantas mensagens que chegam por aqui, pelo WhatsApp, pelo telefone. Sintam-se todos abraçados. Agradeço sinceramente por serem tão generosos comigo. Agradeço também ao Ricardo Nunes e toda equipe da Prefeitura que vêm cumprindo nossa diretriz de não deixar parar nada, avançar com o trabalho e cumprir nossos compromissos com a população de SP", escreveu. O oncologista Artur Katz, que também acompanha Covas, disse que a hemorragia descoberta no prefeito na segunda-feira, que o levou à UTI, foi um evento pontual, que poderia ocorrer em casos como o do prefeito, mas que foi superada. "Trata-se de uma intercorrência", que foi "enfrentada com sucesso." "O objetivo agora é colocar o prefeito em suas condições ideias de saúde para que a gente possa futuramente avaliar uma decisão do ponto de vista oncológico", afirmou. O encaminhamento para a unidade semi-intensiva é uma medida de praxe para pacientes crônicos que tiveram de passar pela UTI, segundo a equipe médica. O quarto semi-intensivo mantém equipamento de monitoramento constante dos pacientes. Covas trata um câncer metastático no sistema digestivo que já atingiu os ossos. O sangramento interrompeu o procedimento combinado de sessões de quimioterapia e imunoterapia que estava marcado para o começo desta semana. Na segunda-feira, devido a um quadro de anemia, Covas, foi encaminhado para realização de uma endoscopia. No procedimento, ele foi sedado e intubado. No exame, os médicos detectaram uma hemorragia, que foi estancada. Por precaução, após o procedimento, ele foi levado à UTI, para recuperação. Na UTI, ele recebeu bolsas de sangue como parte do tratamento. O oncologista Tulio Pfiffer, que também faz parte da equipe, destacou que a interrupção temporária do tratamento não deve "ter consequências de médio e longo prazo" para o tratamento. Os médicos, entretanto, afirmaram que "é cedo" para afirmar se essa intercorrência pode fazer com que o prefeito demore mais de 30 dias para retornar à Prefeitura. Covas se licenciou do cargo no último domingo, inicialmente com previsão de ficar um mês fora.