[[legacy_image_44682]] O prefeito licenciado de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), morreu aos 41 anos, na manhã deste domingo (16). Covas estava internado desde 2 de maio no Hospital Sírio-Libanês, no Centro da capital paulista, para tratamento do câncer no sistema digestivo com metástase nos ossos e no fígado. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Covas será sepultado no Cemitério do Paquetá, em Santos, mesmo local onde foi enterrado o avô Mário Covas. Despedida será fechada apenas para a família por conta da pandemia, a pedido do próprio prefeito. Ele teve um agravamento do estado de saúde nesta sexta e o quadro era considerado irreversível, segundo boletim médico divulgado às 19h30. O boletim médico divulgado nesta sexta-feira afirma que Covas segue internado no Hospital Sírio-Libanês recebendo medicamentos e analgésicos e sedativos. "O quadro clínico é considerado irreversível pela equipe médica. Neste momento, encontra-se no quarto acompanhado de seus familiares." No começo desta semana, na segunda-feira (10), o prefeito licenciado havia iniciado uma nova etapa de tratamento com a combinação de imunoterapia e terapia-alvo. Covas também passou por sessões de radioterapia para ajudar a conter um sangramento na cárdia detectado em um exame na semana passada. Internações Em 2 de maio, Covas anunciou que faria um pedido de afastamento do cargo por 30 dias para dar continuidade no tratamento de saúde. Com isso, o vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB) assumiu a gestão. O prefeito licenciado de SP foi internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em 3 de maio para passar por um procedimento para conter um sangramento no tumor da cárdia, entre o estômago e o esôfago. Ele foi intubado para o procedimento, mas foi extubado no mesmo dia, após o sangramento ser contido. Em 4 de maio, ele teve alta da UTI e foi para leito semi-intensivo. Em 15 de abril, Covas já havia sido internado para a realização de exames de rotina, que descobriram novos focos de tumor nos ossos e no fígado. Ele apresentou uma piora e foi diagnosticado líquido no abdômen e nas pleuras, tecidos que revestem os pulmões. Após colocação de drenos para retirada do líquido, ele melhorou e teve alta em 27 de abril. Bruno Covas teve o primeiro diagnóstico da doença em 2019, quando chegou ao hospital com infecção, que evoluiu para trombose venosa profunda na perna direita. Os coágulos subiram para o pulmão, causando embolia. Durante os exames para localizar os coágulos, médicos detectaram o câncer na cárdia, região entre o esôfago e o estômago, com metástase no fígado e nos linfonodos. Carreira política Nascido em Santos, Bruno Covas mudou-se para a capital paulista no Ensino Médio para morar com o avô, o então governador Mário Covas, no Palácio dos Bandeirantes. Formado em Direito e Economia, em 2006 foi eleito à Assembleia Legislativa em São Paulo e reeleito em 2010. No ano seguinte, licenciou-se do mandato de deputado estadual para ser secretário do Meio Ambiente na gestão do governador Geraldo Alckmin. Em 2014, Covas foi eleito deputado federal por São Paulo. Covas tornou-se prefeito de São Paulo após renúncia de João Doria, em 2018, para se candidatar a governador. Em 2021, ele foi eleito como prefeito pela população paulista. *Com informações do G1