O presidente Jair Bolsonaro recuou, neste sábado (20), e disse que não se referiu aos nordestinos ao falar "governadores de paraíba". Na saída do Palácio da Alvorada, ele disse que as falas foram mal interpretadas. Segundo o chefe do Executivo nacional, a fala era direcionada aos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB), e não a região Nordeste. "Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba, vivem esculhambando obras federais, que não são deles, são do povo. A crítica que eu fiz foi aos governadores, nada mais. Em três segundos, vocês da mídia fazem uma festa. Eles são unidos, eles têm uma ideologia, perderam as eleições. Tentam o tempo todo, através da desinformação, manipular eleitores nordestinos. O parlamento não é tão raso como estão pensando", disse Bolsonaro, segundo relato do jornal O Globo. Na sexta-feira (19), o presidente se preparava para conversar com jornalistas, durante café da manhã no Palácio do Planalto, e aparentemente não sabia que o microfone que usava já captava áudio. Foi possível ouvir o presidente dizendo ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni: "Entre aqueles governadores de 'paraíba', o pior é do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara", disse Bolsonaro. Depois de um trecho incompreensível, o presidente ainda usou a expressão "picaretas".