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Terça-feira

11 de Agosto de 2020

Advogado muda versão e diz ter escondido Queiroz para proteger Bolsonaro

Segundo profissional, e sem apresentar provas, o assessor de Flávio Bolsonaro seria alvo de um possível atentado contra sua vida; a morte do ex-assessor seria parte de uma fraude contra o presidente

O ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) Frederick Wassef  afirmou que abriu as portas de sua residência em Atibaia, no interior de São Paulo, a Fabrício Queiroz, após receber informações de que o ex-assessor estava marcado para ser assassinado. Pela nova versão, que desmente declarações recentes do próprio advogado, a medida seria para proteger a família Bolsonaro. 

Em entrevista à revista Veja, publicada em sua versão online nesta sexta-feira (26),  Wassef disse que tinha informações sobre um possível atentado contra Queiroz. Pela narrativa do profissional, a família Bolsonaro seria responsabilizada pelo crime. O advogado disse ainda que considera que salvou a vida do ex-assessor.  

“Eu tinha a minha mais absoluta convicção de que ele seria executado no Rio de Janeiro. Além de terem chegado a mim essas informações, eu tive certeza absoluta de que quem estivesse por trás desse homicídio, dessa execução, iria colocar isso na conta da família Bolsonaro”, declarou.  

Wassef disse que a morte do ex-assessor seria parte de uma fraude, comparando ao depoimento do porteiro do condomínio do presidente no caso Marielle. “Algo parecido com o que tentaram fazer no caso Marielle, com aquela história do porteiro que mentiu”. Ele também afirma que omitiu do presidente e do filho "01" a trama e o paradeiro do ex-assessor.  

Além do possível crime, Wassef também afirmou que ficou sensibilizado com o estado de saúde de Queiroz e o momento vivido pelo ex-assessor do senador. Sem revelar se ofereceu ajuda ou se foi procurado, o advogado disse que “fez chegar ao conhecimento” de Queiroz que estava disponibilizando três endereços para ele ficar: a casa de Atibaia, uma casa em São Paulo e outra no Guarujá. Ele se negou a dizer se manteve contato com Queiroz durante o período. 

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