[[legacy_image_110353]] A defesa do ex-ministro Sérgio Moro disse nesta quarta-feira, 6, que a decisão do presidente Jair Bolsonaro de se antecipar ao julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e anunciar o depoimento presencial no inquérito que apura se houve interferência política na Polícia Federal tentou 'esvaziar' a análise do caso pela Corte. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! "A postura adotada pela Advocacia Geral da União (AGU) de protocolar uma petição no dia de hoje, minutos antes do início da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), concordando com o interrogatório presencial do investigado, Jair Bolsonaro, no Inquérito 4831, tentou esvaziar o teor do agravo regimental interposto na corte pela própria AGU", diz um trecho da nota divulgada pelo advogado Rodrigo Sánchez Rios. Como mostrou o Estadão, a tendência entre os ministros era obrigar o presidente a responder aos questionamentos pessoalmente. Minutos antes do julgamento, a Advocacia-Geral da União (AGU) comunicou a decisão de Bolsonaro que, segundo a pasta, teve como motivação a 'plena colaboração' com a investigação. O advogado de Moro também afirma que aguarda agora a escolha da data para o interrogatório do presidente. A medida é uma das últimas pendências para a conclusão da investigação aberta a partir de informações prestadas por Moro ao deixar o governo, em abril do ano passado. O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública levantou suspeitas sobre uma suposta tentativa do presidente de substituir encarregados por postos de comando na Polícia Federal como forma de blindar familiares e aliados de apurações. LEIA A ÍNTEGRA DA NOTA DO ADVOGADO RODRIGO SÁNCHEZ RIOS, QUE REPRESENTA SÉRGIO MORO NO CASO: "A defesa de Sérgio Moro, ex-ministro da justiça, destaca que a postura adotada pela Advocacia Geral da União (AGU) de protocolar uma petição no dia de hoje, minutos antes do início da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), concordando com o interrogatório presencial do investigado, Jair Bolsonaro, no Inquérito 4831, tentou esvaziar o teor do agravo regimental interposto na corte pela própria AGU. Os Advogados de defesa de Sérgio Moro reforçam que esse posicionamento somente confirma a procedência da tese defendida, desde o início da discussão do caso. A partir de agora, aguardamos a designação da data para a realização do ato procedimental de oitiva do investigado".