Mário Vitorino da Silva Neto e Rafaela Costa da Silva tiveram o pedido de prisão temporária decretados na segunda-feira (2) (Reprodução Redes Sociais) A viúva do comerciante Igor Peretto, Rafaela Costa Silva, investigada como suspeita do assassinato do marido, ficará detida em regime de prisão temporária no mínimo por 30 dias. A detenção poderá ser prorrogada por mais 30 dias ou até ser convertida em prisão preventiva. Ela nega participação no crime, classificado como hediondo, e se apresentou à Polícia, em Praia Grande, na última sexta-feira (6), quatro dias após a expedição da ordem de prisão. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o advogado criminalista Marcelo Cruz, que assumiu a defesa de Rafaela, a indiciada se apresentou espontaneamente à Polícia, mesmo sabendo que ficaria presa, e disposta a colaborar com as investigações. “Eu informei à Rafaela que havia uma ordem de prisão temporária contra ela de 30 dias, que pode ser renovada por mais 30 dias ou convertida em prisão preventiva. Em última hipótese, a autoridade policial poderá revogar a prisão se entender que não é mais necessária. Ela tinha o direito constitucional de permanecer em silêncio, mas abriu mão e narrou tudo o que era necessário de forma a colaborar com as investigações”, afirma Cruz. A defesa alega que Rafaela não estava no apartamento quando Igor foi morto. “Ela nega estar presente na hora do crime. Não estava mais na residência, então, ela não tem nenhuma ligação direta com o crime. A Rafaela esteve no apartamento junto com a Marcelly, mas ela tem uma responsabilidade legal penal? Eu não vejo”, comenta o defensor. Relacionamento Cruz confirma o que Rafaela relatou à Polícia, de que ela mantinha um relacionamento amoroso com o cunhado de Igor, Mário Vitorino da Silva. Mário é o marido da irmã da vítima, Marcelly Marlene Delfino Peretto, com quem Rafaela também se envolveu romanticamente horas antes do homicídio. O caso Igor Peretto, de 27 anos, foi assassinado a facadas dentro do apartamento da irmã, localizado no Bairro Canto do Forte, no sábado (31). As duas mulheres tiveram a prisão decretada, assim como o cunhado da vítima, Mário Vitorino, apontado por Marcelly em depoimento como autor das facadas. Enquanto as mulheres foram presas na sexta-feira, Mário segue foragido. Versão De acordo com Cruz, Igor teria descoberto a traição da esposa quando Rafaela ligou para Mário, quando os dois estavam juntos. “A vítima estava ao lado do Mário na hora da ligação. Ele ficou nervoso, tirou satisfação com ela e com a irmã, mas, a Rafaela ficou assustada e saiu do apartamento. Quando ela saiu, eles subiram”. O advogado disse também que Rafaela não realizou nenhuma transferência bancária da conta de Igor e entregou o seu telefone celular à Polícia. “A prova pericial do telefone confirmará tudo que ela está alegando e, a partir da juntada desses laudos periciais, é que eu vou solicitar a revogação da prisão ao delegado”. As provas, o celular de Rafaela e as imagens das câmeras de segurança do edifício, serão periciados pelo Instituto de Criminalística da Polícia Científica do Estado de São Paulo, que não tem prazo para concluir os trabalhos e apresentar os laudos, de acordo com Marcelo Cruz. A prisão temporária Cruz explica que foi expedida a ordem de prisão temporária de 30 dias, renovável por mais 30, “por se tratar de um crime hediondo. Se o crime não fosse hediondo seria de cinco dias”. O assassinato de Igor Peretto é classificado como homicídio qualificado. Em caso de condenação, conforme versa a Lei 8.072/1990, os culpados poderão ser sentenciados a uma pena que varia de 12 a 30 anos em regime fechado.