[[legacy_youtube_5_l-RxrvVxc]] Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um dos policiais militares suspeitos de estuprar uma jovem de 19 anos em Praia Grande entra no banco de trás da viatura junto à vítima. O registro contradiz a versão dos PMs, dada em depoimento à Polícia Civil. Segundo a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, os dois agentes envolvidos alegaram que teriam sentado nos bancos da frente do veículo. Ao G1, Benedito Domingos Mariano, responsável pela Ouvidoria, confirmou que os dois policiais disseram que estavam nos bancos frontais. Com o vídeo, os fatos condizem com o depoimento da vítima. "Entre mais de 40 mil casos ou procedimentos da Ouvidoria da Polícia, sem dúvida não me recordo de ter caso similar de violência sexual dentro de uma viatura cometida por policiais em serviço, é um absurdo. É um crime gravíssimo e bárbaro", disse Mariano. Nesta semana, um laudo pericial divulgado pela Ouvidoria confirmou que houve prática sexual com a vítima, além de lesão genitália, o que comprovaria o ato criminoso por parte dos policiais. As investigações prosseguem pela Corregedoria da Polícia Militar e pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que os policiais envolvidos estão presos preventivamente no Presídio Romão Gomes, na Capital. Relembre [[legacy_image_8648]] A jovem de 19 anos acusa dois policiais militares de estuprá-la em uma viatura na Área de Lazer Ézio Dall'Acqua, o Portinho. O caso aconteceu no dia 13 de junho, quando ela voltava de uma festa de aniversário. A garota pretendia desembarcar em São Vicente, mas o coletivo no qual entrou seguia para Praia Grande. Em entrevista para , a jovem relatou que perguntou a um dos policiais onde teria um ponto de ônibus, para que pudesse chegar à cidade vicentina. Logo em seguida, se aproximou o outro agente. “Ele perguntou se eu era casada e menor de idade. Respondi que não, e ele ofereceu carona de viatura até a rodoviária, onde seria mais fácil pegar um ônibus”, contou. Porém, segundo ela, o policial que ofereceu carona sentou-se no banco traseiro com a vítima. Ao invés de a viatura seguir para o terminal, foi para o Portinho. O abuso aconteceu com o veículo em movimento. O soldado que dirigia nada falou, conforme a versão da moça. Segundo a jovem, o PM que se sentou no banco traseiro tirou a roupa dela e realizou sexo vaginal. Depois, a forçou a realizar sexo oral nele até ejacular, sem o uso de preservativo. Consumado o abuso, o soldado saiu do veículo para se limpar passou para o banco da frente. “Graças a Deus que o outro [policial] não quis. Em seguida, me deixaram na rodoviária como se nada tivesse acontecido. Eu atravessei desesperada e nem notei que meu celular ficou no carro”, desabafou a vítima. [[legacy_image_69516]]