[[legacy_image_335607]] A família do banhista envolvido em uma briga generalizada com guarda-vidas do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), na última terça-feira (13), na praia de Cibratel, em Itanhaém, contesta a versão de que o homem teria iniciado as agressões. Registros enviados pelos parentes à reportagem de A Tribuna mostram outros ângulos da briga. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! À reportagem, a comerciante Letícia Ramos da Silva, de 40 anos, contou que o marido, Carlos Roberto Oliveira Pinto, de 45, realmente se envolveu em uma discussão há um mês, no dia 16 de janeiro, quando um guarda-vidas "chamou a atenção do seu filho mais novo que usava um quadriciclo". Segundo Letícia, a família estava distante e o menino se encontrava um pouco atrás, com o veículo. Quando ela olhou, viu um guarda-vidas apontando o dedo para o garoto, momento em que chamou o marido, que foi verificar o que estava acontecendo. Carlos, segundo a esposa, teria dito ao agente que ele deveria ter falado com ele e não com o menino, por ainda ser uma criança. No local, houve uma pequena discussão, que não se prorrogou naquele dia e a família aproveitou a praia. Posteriormente, em outro dia, Carlos foi até o guarda-vidas e se apresentou como pai do menino e pediu para conversar de "homem pra homem". De acordo com Letícia, o bombeiro saiu correndo, sem trocar nenhuma palavra. Moradores de São Paulo, com uma casa de veraneio em Itanhaém, eles voltaram para a Capital e só retornam para a cidade da Baixada Santista na tarde de 13 de fevereiro, após o trabalho. De acordo com Letícia, eles respeitaram a ordem dos guardas e não levaram o quadriciclo. "Assim que nós chegamos à praia, não tinha nem cinco minutos (...) eu olho para frente e o guarda-vidas estava gesticulando, apontando para a gente (...) Aí eu falei: 'O que tá acontecendo?'". Carlos, então, de acordo com a mulher, foi conversar com os guarda-vidas e a família permaneceu em uma barraca. Posteriormente, outros guarda-vidas se aproximaram de Carlos. “Como já tinha acontecido na situação anterior, eu comecei a filmar”. No vídeo abaixo, é possível ver o momento que seria o início da briga. E, de acordo com a comerciante, o banhista só revidou após levar uma joelhada. “Em momento nenhum, o meu marido começou a agressão, ele só se defendeu”.Para a mulher, "vários guarda-vidas contra um banhista foi covardia". A briga acabou se estendendo e outras pessoas se envolveram. PrisãoDe acordo com a família, há notícias falsas de que o homem teria antecedentes criminais e fosse membro de uma facção criminosa. Letícia observou que Carlos teria apenas um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), registrado no final da década de 90, que foi arquivado. “Eles estão tentando passar meu marido como uma pessoa errada e criminosa para tentar encobrir o abuso de autoridade com a gente”. Carlos chegou a ser preso na terça-feira (13), mas foi liberado na quarta-feira (14). “O delegado falou que ele ia para a audiência de custódia, porque era procedimento”. Segundo Letícia, o homem foi bem tratado na delegacia, onde os agentes foram prestativos. Atualmente, a família está com uma advogada que dará andamento ao caso. GBMarA Tribuna questionou o GBMar sobre as acusações e recebeu a seguinte nota: Guarda-vidas foram ameaçados e agredidos na praia de Cibratel, Itanhaém/SP. O autor das agressões, Carlos Roberto Oliveira Pinto, após uma orientação de prevenção dos guarda-vidas, começou a ameaçá-los, momento em que solicitaram o apoio de seus superiores, quando, então, Carlos Roberto começou a desacatar o guarda-vidas (militares e civis temporários) ali presentes. Imediatamente após o sargento decretar voz de prisão por desacato, o autor iniciou as agressões físicas, sendo revidado pelo guarda-vidas, na tentativa de manter a integridade física de todos. No vídeo (da corporação, veja aqui), pode-se observar também o momento em que Carlos Roberto disfere um soco no sargento que havia sido jogado ao chão, causando-lhe lesão corporal. Todas as partes foram encaminhadas ao distrito policial, onde o delegado de plantão registrou a ocorrência de ameaça, lesão corporal e resistência contra o autor, Carlos Roberto Oliveira Pinto. O Grupamento de Bombeiros Marítimo, cuja missão precípua é a prevenção a afogamentos e proteção aos banhistas, não compactua com qualquer tipo de agressão e está compromissado com a defesa da vida, da integridade física e da dignidade da pessoa humana.