Imagens mostram momento em que idoso é agredido com "voadora" em Santos (Reprodução) Em imagens de câmeras de monitoramento obtidas pela TV Tribuna, é possível ver o momento que o empresário Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, dá uma “voadora” no peito de Cesar Finé Torresi, de 77, no bairro da Aparecida, em Santos. No dia, o idoso foi socorrido até a Unidade de Pronto Atendimento da Zona Leste (UPA) e morreu após sofrer três paradas cardíacas. Já o agressor segue preso e foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu na Rua Pirajá, por volta das 16h50 de 8 de junho. O idoso estava acompanhado do neto, uma criança de 11 anos, que presenciou todo o ocorrido. No canto esquerdo do vídeo, dá para ver Tiago com camiseta vermelha agredindo o idoso de camiseta branca, que caí no chão logo em seguida. De acordo com o boletim de ocorrência (BO), a criança relatou ao pai (filho da vítima), de 38 anos, que atravessava a rua com o avô, entre os carros, porque o trânsito estava todo parado, com semáforo fechado. Nesse momento, um carro modelo Jeep Commander vinha em alta velocidade e precisou frear bruscamente. O avô colocou a mão no capô, mas logo seguiu para a calçada. -Empresário voadora idoso Santos (1.423369) Quando já estavam na calçada, Tiago desceu do carro e agrediu Cesar com uma “voadora” no peito. Logo em seguida, o idoso, que estava de mãos dadas com a criança, caiu desacordado no chão. Cesar foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado à UPA Zona Leste, onde sofreu três paradas cardíacas e morreu. Segundo a Polícia Civil, o idoso era morador de Santo André, mas tinha o costume de vir para a Baixada Santista com frequência para visitar os netos que moram em Santos. O filho do idoso residia próximo ao local onde o crime aconteceu e contou que o pai tinha excelente saúde física e mental. Denunciado no MP O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou o empresário Thiago Gomes de Souza, por matar o idoso Cesar Finé Torresi, de 77 anos, com uma voadora no peito em Santos. A Justiça recebeu a denúncia e determinou o prazo de dez dias para a defesa do acusado se manifestar. Na decisão emitida neste domingo (16), o pedido de prisão domiciliar do empresário também foi negado. Na denúncia protocolada, o promotor de Justiça Fabio Perez Fernandes considerou que a agressão se deu por um motivo fútil e que Tiago não deu possibilidade de defesa ao idoso. Com o chute que o empresário assume ter dado contra o tórax de César, ele caiu e bateu fortemente a cabeça no chão. A queda fez com que o idoso sofresse um traumatismo cranioencefálico, morrendo horas depois de ser socorrido e levado para a UPA, em Santos. O promotor ainda alegou que, ao dar o chute, Tiago "sabia do risco – e com ele consentiu – de causar uma queda que poderia ser mortal, como de fato foi". Diante das alegações, o promotor denunciou Tiago pelo crime de homicídio qualificado, por motivo fútil e impossibilidade de defesa. No documento, Fernandes ainda pediu uma audiência para ouvir o filho do idoso, uma testemunha e policiais militares que atenderam a ocorrência. Por fim, o promotor pediu uma reparação por danos morais no valor de R\$ 300 mil. O dinheiro deverá ser destinado aos herdeiros de Cesar. Defesa A Tribuna entrou em contato com o advogado de defesa de Tiago, Eugênio Malavasi. Sobre a negação do pedido de prisão domiciliar, o defensor afirmou que já possui um pedido de habeas corpus em tramitação, por isso aguarda o resultado. Com relação à denúncia, ele afirma que contesta, juridicamente, visto que os fatos se enquadram na lesão corporal seguida de morte, o que é considerado crime preterdoloso. “Além disso, as qualificadoras descritas na denúncia são incompatíveis com o dolo eventual e, na essência, corroboram com o dolo (intenção) direito de ferir e não matar, portanto o enquadramento é, sem dúvida, de lesão corporal seguida de morte”, finaliza. Reconstituição Após ser acusado pela morte do aposentado, o empresário participou da reconstituição do crime na tarde da última quinta-feira (13), no local do fato. A reprodução do crime foi realizada em três versões: a de uma testemunha, a do neto e a de Tiago. No local, diversas pessoas se reuniram para assistir à reconstituição, causando comoção e revolta. Segundo a delegada responsável pela investigação do caso, Liliane Doreto, titular do 3º Distrito Policial (DP) de Santos, a reconstituição ocorreu para que pudesse haver um esclarecimento sobre divergências nos depoimentos.