A ex-secretária de Saúde e vice-prefeita de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, morreu em um acidente de carro na manhã deste sábado (26), aos 43 anos. O acidente aconteceu na estrada que liga o bairro Saltinho, em Ribeira, ao bairro Caraças, em Itaóca, segundo informações divulgadas pela Câmara Municipal de Itaóca. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A morte foi comunicada pela Prefeitura de Ribeira, que lamentou a perda da vice-prefeita. Em nota, a Administração Municipal afirmou que a partida de Juliana deixou “um vazio imenso” e destacou a dedicação dela ao município. Juliana deixa dois filhos. A despedida aconteceu neste domingo (27), a partir das 18h, no salão da Igreja Católica de Itapirapuã Paulista. O sepultamento estava previsto para esta segunda-feira (28), a partir das 8h. Acusações Juliana havia sido afastada dos cargos públicos por decisão da Justiça após ser acusada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de envolvimento em fraudes em contratos da área da Saúde e no desvio de R\$ 41,2 mil em recursos públicos. Segundo o MP, o valor teria sido desviado por meio de um contrato da Prefeitura e usado para pagar uma mãe de santo. A investigação apontou que Juliana teria contratado um suposto “casamento espiritual” envolvendo ela e Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde de Ribeira, com o objetivo de afastá-lo da esposa. Lauro também foi denunciado pelo Ministério Público no mesmo caso. Segundo a Promotoria, ele, Juliana e o empresário William Felipe da Silva teriam atuado para direcionar licitações e contratos da área da Saúde à empresa W.F. da Silva Treinamentos Ltda. entre 2021 e 2024. A Justiça manteve o afastamento de Juliana dos cargos de vice-prefeita e secretária municipal de Saúde. A decisão também determinou que ela não tivesse acesso às dependências da Prefeitura e das secretarias municipais e proibiu o contato com testemunhas do processo. O MP-SP apontou ainda supostas irregularidades em contratos firmados pela Prefeitura de Ribeira na área da Saúde. Juliana foi acusada de crimes como associação criminosa, fraude em licitação, uso de documento falso, falsidade ideológica e peculato. À época, a defesa de Juliana negou as acusações e afirmou que ela era vítima de uma tentativa de prejudicar sua imagem. O caso permanecia sob análise da Justiça.