Polícia investiga causa do fogo (Arquivo pessoal) O vereador Eduardo Pereira (PSD) que teve seu ônibus incendiado na noite desta quinta-feira (30), na Avenida Deputado Emílio Justo, no bairro Boraceia, em Bertioga, Litoral de São Paulo, afirma que o incêndio não teve nada a ver com o ocorrido em sessão ordinária da Câmara Municipal da cidade, no dia 21 de maio. Na ocasião, ele se recusou a ler a apresentação de um projeto de lei que trata de direitos da comunidade LGBTQIA+. “Difícil entender o que motivou (...) o ônibus não tinha nada adesivado, não tinha propaganda minha ...Já tem três anos funcionando. Passamos por vários outros bairros e nunca tivemos problemas”, diz. O parlamentar acredita que o incêndio tenha sido criminoso, pois o veículo, que funciona como gabinete móvel, estava desligado e sem bateria. Ele ainda esclarece que a Polícia Civil está investigando o caso. Eduardo também explicou que tem agenda de atendimento no bairro por dois meses. “Ajudamos muita gente a regularizar documentos pessoais e atender as demandas do bairro”. Entenda Um ônibus foi incêndiado durante uma manifestação na Avenida Deputado Emílio Justo, na noite desta quinta-feira (30). O veículo pertencia ao vereador Eduardo Pereira (PSD), que se recusou a ler a apresentação de um projeto de lei que trata de direitos da comunidade LGBTQIA+, no último dia 21. Nas imagens obtidas pela reportagem, é possível ver o ônibus, que seria utilizado como gabinete itinerante, sendo consumido pelo fogo. Apesar das chamas, não houve vítimas. O parlamentar publicou vídeos nas redes sociais que mostram o veículo destruído. Os bombeiros foram acionados às 19h34, via Centro de Operações, e confirmaram que se tratava de um incêndio em um ônibus. Três bombeiros e uma viatura atuaram na ocorrência. Segundo a corporação, a causa do incêndio ainda não foi identificada. Ao final da ocorrência, o local ficou sob cuidados da Guarda Civil Municipal (GCM) da cidade. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado na Delegacia de Polícia do município. A Tribuna solicitou mais informações sobre o caso para a Prefeitura de Bertioga, mas até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta. Relembre Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de Bertioga gerou um episódio polêmico na última terça-feira (21). Na ocasião, o vereador Eduardo Pereira (PSD), autodeclarado evangélico, se recusou a ler a apresentação de um projeto de lei que trata de direitos da comunidade LGBTQIA+. Ao perceber o teor do projeto, o parlamentar se levanta, indignado, e se retira do plenário. Assim que recebe a apresentação a ser lida, Pereira chega a perguntar se estariam ‘zoando’ com ele. “Tá louco? Não faz isso comigo, não. Dar um projeto LGBT para mim”, protestou o parlamentar antes de avisar à autora do projeto, a vereadora Renata Barreiro (PL) que estaria se retirando da sessão. Em seguida, a autora do projeto se manifesta em repúdio à atitude do colega. “O projeto se resume no respeito, é de respeito que estou falando. Falo de cidadania, de ser humano, e de humanização. É só isso o projeto”, desabafou Renata. “A minha religião é Deus, e ela me permite que eu aceite qualquer tipo de pessoa”, complementou a vereadora.