Mulher foi indiciada por venda clandestina de Mounjaro (Reprodução e Divulgação) A Polícia Civil indiciou uma mulher por comércio clandestino de medicamentos em Santos, no litoral de São Paulo, na última quarta-feira (11). Conforme apurado por A Tribuna, a investigada atuava como fornecedora de tirzepatida – substância conhecida pelo nome comercial Mounjaro –, dentro de um hospital no bairro Campo Grande Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A investigação avançou após a conclusão do laudo pericial, que analisou o aparelho celular apreendido anteriormente com uma técnica de enfermagem, alvo de operação em dezembro do ano passado. Mensagens extraídas do WhatsApp revelaram tratativas diretas entre ela e a indiciada sobre a venda de medicamentos, com menção a diferentes dosagens. Em um dos trechos destacados no laudo pericial, a indiciada afirma: “Amiga, eu não vendo esse daí de 12,5, eu vendo a ampola de 15 mg”, o que, de acordo com a autoridade policial, indica que ela tinha estoque e conhecimento técnico sobre o produto comercializado. Ainda de acordo com o registro policial, as conversas apontam que a mulher atuava como fornecedora para diversas pessoas, enquanto a técnica de enfermagem figurava como uma das compradoras. Segundo os investigadores do 2º DP de Santos, a análise do material apreendido sugere fluxo contínuo de vendas e a existência de uma rede informal de distribuição. Diante dos indícios de autoria e materialidade, a mulher foi indiciada por comércio clandestino de medicamentos. Operação anterior apreendeu ampolas No dia 2 de dezembro de 2025, uma operação resultou na apreensão de ampolas de tirzepatida que estariam sendo comercializadas de forma irregular pelas duas profissionais de saúde que atuam em um hospital da Baixada Santista. Segundo a Polícia Civil, as suspeitas armazenavam o produto tanto em suas residências quanto dentro da unidade hospitalar. Na ocasião, após denúncia, a 7ª Região Administrativa Judiciária (RAJ) de Santos expediu mandados de busca e apreensão para endereços das investigadas e para a unidade hospitalar. De acordo com o 2º DP, uma das mulheres – técnica de enfermagem – foi localizada em sua residência, em Praia Grande. No imóvel, os policiais apreenderam duas ampolas do medicamento adquiridas sem prescrição médica, além do celular que passou por perícia.