[[legacy_image_245190]] Acusados de ter plantações de maconha dentro de uma casa, em Santos, dois homens e uma mulher foram condenados por tráfico de drogas e associação ao tráfico, em sentença divulgada na quarta-feira (8). A prisão deles aconteceuem outubro de 2021, na Ponta da Praia.Os três, porém, foram soltos para responder em liberdade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na decisão, a juíza da 6ª Vara Criminal de Santos, Luciana Castello Chafick Miguel, alegou que os três semearam, cultivaram e colheram maconha dentro de uma casa de alto padrão, localizada na Rua Egydio Martins. De acordo com o documento judicial, os denunciados fizeram isso para obter proveito econômico com a venda da droga. A defesa de um dos homens envolvidos chegou a pedir a absolvição do acusado, pela suposta ausência de provas de que ele praticou tráfico e porque existiriam elementos suficientes para a afirmação de que ele é apenas usuário de drogas. Já a defesa do casal, tios do primeiro envolvido, afirmou que o material apreendido para a perícia não condiz com a real quantidade de droga e ressaltou que os dois negaram a prática do crime, reforçando que o conjunto probatório em nenhum momento comprovou devidamente uma evidente pretensão de venda. A alegação da defesa do casal é de que a droga encontrada na casa era plantada e cultivada para consumo próprio. Foram encontrados mais de 70 ‘pés’ de maconha na casa. Conforme consta nos autos, a acusação afirmou que o casal decidiu instalar diversas estufas para o cultivo da maconha na casa e que o sobrinho iria morar com eles para vigiar e suprir as plantas do cuidado necessário de forma constante. De acordo com a acusação, além de materiais e equipamentos para a criação da estufa, diversos cômodos da casa foram utilizados para o cultivo e plantio de maconha. Apenas um quarto foi disponibilizado para que Cauã pudesse dormir. A acusação é de que os três atuavam colaborativamente para a venda do plantio e repartiam o dinheiro. Os policiais civis cumpriram um mandado de busca e apreensão, examinaram a casa e encontraram várias estufas em todos os cômodos. Foram encontrados pelos agentes cerca de 22 quilos de maconha e aproximadamente 800 quilos de insumos para o plantio. Na época, eles foram presos em flagrante e foram cinco meses de monitoramento dos policiais civis. Neste período, o sobrinho apareceu apenas uma semana anterior ao cumprimento do mandado. Os três foram condenados a oito anos de prisão, em regime inicialmente fechado, e ao pagamento de uma multa de R\$ 1.200. Contudo os réus mantém o direito de recorrer em liberdade e permanecem soltos após a sentença. [[legacy_youtube_7l5XAsJ-dJ4]]