Igor Peretto (à esquerda) foi encontrado morto. O cunhado Mário Vitorino (segundo da esquerda para direita), a irmã da vítima, Marcelly (terceira da esquerda para a direita) e a viúva de Igor, Rafaela (à direita), seguem presos (Reprodução e redes sociais) O trio investigado pelo assassinato do comerciante Igor Peretto, morto a facadas após descobrir a traição da esposa com o melhor amigo, cunhado e sócio em Praia Grande, no litoral de São Paulo, teve a prisão temporária prorrogada para mais 30 dias para a conclusão do inquérito. Marcelly Delfino Peretto, a irmã da vítima, Rafaela Costa Silva, a esposa, e Mário Vitorino, cunhado, sócio e melhor amigo de Igor, são investigados pelo crime. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande. Igor foi morto na madrugada de 31 de agosto no apartamento da irmã Marcelly, que estava presente no momento do crime. Rafaela, esposa de Igor, chegou ao apartamento com a cunhada, mas saiu do imóvel segundos antes do cunhado Mário Vitorino, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal, chegar no local. Mário, o principal suspeito de ter esfaqueado Igor, foi preso após ser encontrado na casa de um tio de Rafaela em Torrinha, no interior de São Paulo, em 15 de setembro. A irmã e a esposa da vítima se entregaram e foram presas no dia 6 do mesmo mês. Segundo o advogado de defesa de Marcelly, ela e Rafaela também tiveram um envolvimento amoroso antes da chegada de Igor e Mário no apartamento. O processo segue em segredo de justiça. A Tribuna entrou em contato com todos os advogados que cuidam do caso para confirmar a prorrogação da prisão temporária. Para Felipe Pires de Campos, que representa a família de Igor Peretto, a decisão da Justiça foi “bastante acertada”. A expectativa é que, com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil encaminhe a denúncia ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). Já o advogado Mario Badures, que representa o investigado Mario Vitorino, destacou que o cliente tem colaborado com a investigação e aguarda a conclusão dos trabalhos. “Nesses temos, a defesa técnica irá, na sequência, discutir a necessidade de privação de liberdade”, afirmou. Marcelo Cruz, que representa Rafaela, afirmou que a renovação da prisão temporária está dentro do trâmite legal e que era uma possibilidade para garantir a conclusão do inquérito. Ele destacou que a prorrogação não significa que a cliente seja culpada. “Se ela (a Polícia Civil) tivesse concluído (o inquérito), essa prisão temporária já seria convertida em preventiva e teria que ter uma eventual denúncia contra a Rafaela, e não tem. O que significa, por sua vez, que no que tange, sobretudo, a responsabilidade penal da Rafaela no crime de homicídio, não chegou a uma apuração concreta até o presente momento”, destacou. A Tribuna tentou contato com Leandro Weissmann, responsável pela defesa de Marcelly Peretto, mas não houve retorno até esta publicação. Leia mais sobre este caso: Entenda o que se sabe até agora sobre o caso do comerciante morto em apartamento de Praia Grande Irmão de vereador é esfaqueado e morto em apartamento de Praia Grande Cunhado preso por morte de comerciante se apresenta em Praia Grande; fuga teria sido por medo de ameaças Irmã e esposa de comerciante assassinado em Praia Grande são presas Agiu em legítima defesa, diz advogado do cunhado preso por morte de comerciante em Praia Grande Advogado de acusado de matar comerciante a facadas em Praia Grande sofre ameaças Cunhado de comerciante morto em apartamento de Praia Grande é preso no interior de SP Cunhado de comerciante morto em Praia Grande se escondeu em casa de parente da amante Irmã de comerciante morto em Praia Grande teve 'caso' com cunhada horas antes do crime, diz defesa Irmã de comerciante morto em Praia Grande estava bêbada e sob efeito de droga durante assassinato, diz advogado Justiça decreta prisão temporária para cunhado e esposa de comerciante morto em Praia Grande