Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande (Vanessa Rodrigues/AT) Mais três suspeitos de terem participado do estupro coletivo de uma adolescente de 13 anos em Praia Grande foram identificados pela Polícia Civil. Dois deles também são menores. Já o terceiro não teve a idade divulgada e não se apresentou na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde o caso é investigado. A identificação foi possível por meio das imagens do abuso, gravadas e divulgadas pelos próprios criminosos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a delegada responsável pelo caso, Lyvia Cristina Bonella, todos os adolescentes identificados devem responder por ato infracional. Nestes casos, a Polícia Civil encaminha o procedimento para o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP). O caso, por envolver menores, corre em segredo de Justiça. Ainda conforme informado pela delegada, a vítima e a família são acompanhados pelo Conselho Tutelar e pela Assistência Social de Praia Grande. Relembre o caso Uma adolescente de 13 anos foi submetida a um estupro coletivo após um encontro com um menino de 15 anos em Praia Grande. Segundo a Polícia Civil, a menina teria sido violentada por, pelo menos, dez homens, parte deles também adolescentes. Um homem de 19 anos foi preso por envolvimento no crime. O caso aconteceu em julho, quando a garota ficou dois dias desaparecida. A família acionou a polícia. Neste período, a jovem foi vítima do estupro coletivo em três locais diferentes. A menina saiu escondida para encontrar um garoto de 15 anos com quem acreditava estar começando um relacionamento. O encontro foi marcado em uma casa emprestada localizada na Vila Sônia e, quando a menina chegou, outros homens estavam presentes. A vítima relatou que o suposto namorado queria que a adolescente fizesse sexo com ele e com outro rapaz. Ela recusou, mas teve relação com o outro rapaz, e não com o menino de 15 anos, e depois ingeriu bebida alcoólica. Após a relação, mais meninos chegaram ao local. Pouco tempo depois, o pai do dono do imóvel chegou e os expulsou do local. Depois de serem expulsos da casa na Vila Sônia, o grupo levou a vítima para outro local ainda não identificado pela polícia, onde ela foi estuprada por oito pessoas. Durante a violência sexual, os criminosos faziam a vítima ingerir mais bebida alcoólica. Em seguida, os rapazes levaram a adolescente para um terceiro endereço, onde mais três pessoas abusaram sexualmente dela. O número de pessoas envolvidas no estupro coletivo ainda não é preciso, mas a delegada responsável pelo caso estima que de 10 a 12 criminosos participaram do abuso sexual. “Se encaixa como estupro coletivo e estupro de vulnerável, porque aos 13 anos uma adolescente não tem a capacidade de consentir no ato sexual. Então, por mais que ela quisesse ou concordasse, e eu acredito que não tenha sido o caso, quando ela se viu naquele local com vários rapazes, ela não tinha condições de esboçar nenhuma reação ou fuga pela desproporcionalidade numérica”, diz a delegada. O ato também foi filmado e divulgado na internet. O vídeo chegou a uma testemunha, que foi responsável por informar os pais da vítima. Apesar das imagens não mostrarem o rosto dos agressores, elas permitiram à polícia identificar, até então, cinco envolvidos no crime. Quatro deles são adolescentes e o outro é o rapaz de 19 anos que já foi preso temporariamente. De acordo com a delegada da DDM, o criminoso preso não quis prestar depoimento. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a prisão aconteceu no último dia 9, sexta-feira, no bairro Tupiry, na Praia Grande. O celular do capturado foi apreendido e diligências estão sendo realizadas para identificar e capturar outros envolvidos.