[[legacy_image_259798]] Em uma reviravolta no caso, as duas mulheres travestis afirmaram que a suposta vítima de um roubo teria, na verdade, dado um ‘calote’ após um programa. Uma contradição do que o homem, de 24 anos, relatou. O caso aconteceu na manhã de domingo (9), no Centro de Santos, após o jovem ter entrado em um hotel, na Rua Martim Afonso, com a dupla, de 19 e 22 anos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais militares (PMs) foram chamados por telefone para atender ao caso. Quando chegaram no local, a suposta vítima teria dito que caminhava pelas imediações, na volta de seu trabalho, quando alegou que as duas teriam o "arrastado” para dentro de um hotel. Após ter sido colocado dentro de um dos quartos, a suposta vítima disse que as duas travestis anunciaram o roubo. Ainda contou que levaram seu relógio de pulso e o aparelho celular, tendo sido forçado a desbloqueá-lo. Porém, os policiais foram atrás das supostas criminosas com as informações passadas pelo homem. Os agentes encontraram as duas paradas próximas ao local. Depois de ouvirem a versão narrada pelo jovem, as duas negaram e refutaram explicando que o mesmo teria passado por elas e as convidou para um programa. O valor acordado, segundo a dupla, seria de R\$ 200 para cada uma delas. Com os valores definidos, as travestis explicaram que os três foram voluntariamente até o hotel e uma delas teria pago R\$ 30 pelo quarto. Segundo a dupla, ficaram por pouco mais de uma hora no local e, na hora de pagar, o jovem disse que não tinha dinheiro. A afirmação do homem fez com que começasse uma breve discussão entre as três partes envolvidas, até que o jovem teria fugido do quarto pela janela e deixado seu relógio de pulso na cama, disseram as travestis. Voltou atrásPor conta destas versões conflituosas, os policiais militares decidiram apresentar o caso no distrito policial. Neste momento, a suposta vítima mudou parcialmente sua versão. Ainda segundo o boletim de ocorrência, o jovem disse que caminhava pelo local onde teria sido convidado por elas para se relacionar sexualmente, por isso teria acreditado que não haveria necessidade de realizar nenhum pagamento. Dentro do quarto de hotel, a suposta vítima disse que a dupla anunciou o roubo, pegando seu relógio de pulso e o aparelho celular. Para se livrar da situação, ele narrou que foi necessário fugir pela janela e chamar a polícia. O relógio foi recuperado, mas o celular não foi localizado. O caso foi registrado como localização/apreensão de objeto na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A corporação ainda explicou que todas as circunstâncias dos fatos ainda estão sendo apuradas.