[[legacy_image_210210]] Um tubarão surpreendeu banhistas ao aparecer na faixa de areia de Itanhaém na tarde da última quinta-feira (22). O caso aconteceu na Praia do Satélite e foi registrado por moradores. (veja o vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O pintor Edvan Silva, de 37 anos, diz que viu quando o tubarão estava nadando em direção à areia. “Estava saindo da água e encalhou. Então um rapaz e uma moça o levaram de volta para o mar”, relembra o homem, que gravou a cena. Ele afirma que o animal tinha cerca de 1,5m e seguiu para o oceano após o desencalhe. “Depois do ocorrido, um amigo ainda entrou na água e surfou de boa. Então acho que esse tubarão não é de atacar”. Segundo Edvan, esta foi a segunda vez que ele viu um tubarão de perto, pois também estava presente na aparição de outro animal na cidade, em fevereiro deste ano. Em nota, o Instituto Biopesca informou que foi acionado para ocorrência, mas o animal não estava mais na praia quando a equipe chegou. Desta forma, o instituto entrou em contato com um guarda-vidas, que confirmou o caso e relatou que o tubarão foi devolvido ao mar. "A equipe permaneceu no local, mas ele não voltou a encalhar". Espécie De acordo com o especialista em tubarões e professor da Unesp de São Vicente, Otto Bismarck, trata-se de um filhote de tubarão-anequim (Isurus oxyrinchus), espécie ameaçada de extinção e considerada a mais rápida do mundo por poder nadar a quase 70 km/h. O especialista explica que o animal não é perigoso para banhistas e pode chegar a 3,5 m, mas a aparição em águas rasas é mais comum durante o Verão. “É um tubarão oceânico que vive mais afastado da costa e o fenômeno de animais encalharem é um pouco mais raro”, afirma. Mesmo assim, o professor diz que no sudeste do País há diversos registros de animais moribundos desta espécie na beira da praia. “Desde pequenos animais até alguns com mais de dois metros. A razão que leva a encalharem não são completamente conhecidas, mas acredita-se que vários fatores agem nisso”. Segundo o professor, os fatores podem variar desde desorientação de órgãos sensoriais para navegação até animais debilitados por ação da pesca ou outro agente e mudanças repentinas de condições de oceanografia, como frentes frias.