Márcio Silva de Oliveira morreu após acidente de trabalho em Santos (Arquivo pessoal) Um homem de 34 anos morreu após sofrer uma descarga elétrica na manhã de domingo (25), enquanto trabalhava em uma empresa de Santos, no litoral de São Paulo. Segundo o boletim de ocorrência, o acidente aconteceu quando a vítima operava uma máquina de solda. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu por volta das 10h, na empresa de fertilizantes Fertimix, no bairro Chico de Paula. Conforme o registro policial, Márcio Silva de Oliveira chegou a caminhar alguns passos após receber o choque, mas caiu no chão e perdeu a consciência. Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou que o trabalhador estava em parada cardiorrespiratória. Após receber manobras de reanimação, Márcio foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste, onde a equipe médica deu continuidade aos procedimentos, mas ele não resistiu. O caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, no 5º Distrito Policial (DP) de Santos. A Polícia Civil solicitou a realização de exame necroscópico e investiga as circunstâncias do acidente de trabalho. Família pede esclarecimentos Em nota divulgada por meio de seus advogados, Natália Colantuano Lima e Douglas Sotelo, a família de Márcio manifestou pesar pela morte e pediu uma apuração rigorosa sobre as circunstâncias do acidente. No comunicado, a defesa afirma que informações preliminares recebidas pelos familiares apontam que o trabalhador teria sido orientado por um superior a retirar uma máquina da tomada, momento em que teria sofrido a descarga elétrica. Os parentes também afirmam que Márcio desempenhava diferentes atividades na empresa sem registro formal de emprego. Além disso, destacam que ele vivia com a companheira há cerca de 12 anos e era o único provedor da família. De acordo com a nota, a família ainda “não recebeu esclarecimentos suficientes da empresa sobre a dinâmica do ocorrido”. Os familiares relatam que o contato da companhia se limitou ao custeio do funeral e à disponibilização de um valor para o deslocamento da companheira, sem informações sobre outras medidas de assistência ou valores relacionados ao trabalho de Márcio. A família também afirma ter informações sobre a existência de câmeras no local e solicita a preservação integral das imagens, dos equipamentos e dos documentos que possam ajudar a esclarecer o acidente. “Neste momento de luto, a família espera respeito, acolhimento e respostas. Por trás do ocorrido está a perda de uma vida e uma família que precisa compreender como Márcio saiu para trabalhar e não voltou para casa”, conclui a nota. Posicionamento A Tribuna procurou a Fertimix, para um posicionamento, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestações.