Torcedor palmeirense, "Dudu da Mancha", morreu depois de ser agredido com barras de ferro (Reprodução/Redes Sociais e Vanessa Rodrigues/Arquivo AT) Quatro dos nove acusados de participarem da morte do torcedor palmeirense Cláudio Fernando de Morais, no jogo de ida da final do Paulistão de 2015, entre Palmeiras e Santos, serão julgados na Capital às 13h30 desta quinta-feira (11). Conhecido como “Dudu da Mancha Verde”, ele foi vítima de uma briga com torcedores santistas que aconteceu na estação de trem do Jardim Romano, na Zona Leste de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O torcedor palmeirense foi agredido com barras de ferro no dia 26 de abril de 2015. De acordo com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) na época, os funcionários da estação, na Linha 12-Safira, identificaram uma confusão entre torcedores na passarela por volta das 20 horas. Cláudio foi levado em estado gravíssimo para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Marcelina, onde três dias depois teve a morte cerebral confirmada. Júri Alexandre Nogueira de Araujo Filho, Ademir Andrade de Mota Junior, Sidnei Rodrigues da Silva e Fernando Carlos Martins Júnior serão julgados no Fórum Criminal da Barra Funda, pela 4º Tribunal do Júri da Capital. De acordo com os advogados Roberto e Bruno Parentoni, no julgamento, serão ouvidas as testemunhas de acusação e de defesa, além dos réus. Depois, segundo eles, a previsão é que os sete jurados deem o veredito. O júri está marcado para começar às 13h30 desta quinta (11). Outros réus devem ser julgados posteriormente. Acusação e Defesa Os advogados Roberto Parentoni e Bruno Parentoni atuarão como assistentes de acusação no processo da morte de Dudu da Mancha Verde. Já o advogado Mario Badures defenderá os réus Alexandre Nogueira de Araujo Filho e Fernando Carlos Martins Júnior. Por meio de nota, ele falou sobre a expectativa para o júri. “A Defesa informa que está para ocorrer o julgamento de episódio ocorrido em 26 de abril de 2015, onde os referidos acusados foram injustamente denunciados da suposta prática de crimes de homicídio qualificado e tentado”, conta Badures. O advogado disse que, ao longo de todo o processo, restaram apontamentos de "incontáveis inconsistências investigativas", provas extremamente frágeis contra ambos e injustiça que os seus clientes passaram ao longo de todos esses anos. Além disso, Badures reforçou que os acusados foram soltos ao longo do processo. A Defesa irá articular em plenário todos os postulados que leva a absolvição dos réus. A Reportagem de A Tribuna não conseguiu localizar a defesa dos outros réus. Relembre o caso O torcedor do Palmeiras conhecido como “Dudu da Mancha Verde” foi agredido com barras de ferro numa confusão após o primeiro jogo da final entre Palmeiras e Santos, no Allianz Parque, onde o alviverde derrotou o peixe por 1 a 0 (no jogo de volta, o Santos foi campeão nos pênaltis, na Vila Belmiro). O caso aconteceu por volta das 20 horas na estação Jardim da CPTM. Cláudio Fernando de Morais foi levado em estado gravíssimo ao Hospital Santa Marcelina, na Zona Leste de São Paulo. Ele foi ficou internado na UTI e teve morte cerebral confirmada três dias depois. A Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para ocorrência, mas foi a equipe de segurança da CPTM quem levou a vítima ferida para o hospital. Mancha Verde Na época, o então presidente da Mancha Alviverde (torcida organizada do Palmeiras), Marcos Ferreira, contou que estava com a camiseta do clube quando foi agredido. Segundo relato da namorada da vítima, os agressores estavam vestidos com roupas Santos e bateram no palmeirense com barras de ferro. A namorada disse na época que eles estavam no trem voltando para a casa dela. Quando chegaram na estação Jardim Romano, foram surpreendidos por torcedores santistas. Os santistas tiraram barras de ferro de um carro e agrediram os palmeirenses. A namorada de “Dudu” da Mancha Verde se assustou e conseguiu sair correndo, porém, a vítima não.