[[legacy_image_306675]] A mulher, de 43 anos, que esfaqueou o sobrinho, de 33, na casa onde moravam na na rua Carijós, no bairro Vila Jóquei Clube, em São Vicente, na manhã desta segunda-feira (23), tem um histórico de agressões contra a própria mãe, uma idosa de 74 anos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com Boletim de Ocorrência, obtido pela Reportagem, a agressora teria ido morar na mesma casa da mãe há dez meses e, desde então, começou a agredi-la física e verbalmente. Além disso, ela estaria sendo sustentada pela idosa neste período. Ainda segundo o registro policial, na tentativa de cessar as agressões, a idosa convidou o neto para morar com elas também. “Ela tinha esperança que uma presença masculina impedisse a violência” e que “temeu tanto pela sua integridade que estava dormindo no mesmo quarto que o neto”, diz o BO com base no depoimento da idosa. O crimeA idosa relatou à Polícia Civil que, na madrugada desta terça-feira, antecedendo o crime, a filha e o neto saíram para beber e retornaram pela manhã, saindo para beber novamente. Eles retornaram para casa por volta das 7 horas. A vítima estava calma, entretanto a agressora estava “alcoolizada e transtornada”. Em determinado momento, não descrito no registro policial, a agressora pegou uma “grande faca” e disse que mataria o sobrinho, porque ela teria levado uma garrafada do mesmo. A idosa ainda contou que o neto saiu da casa, mas que a sua filha o seguiu. Pela janela, ela teria gritado para que o neto fugisse. Entretanto, a agressora se aproximou dele e começou a esfaqueá-lo. Após ver o neto caído no chão e sangrando, a idosa pediu para que vizinhos acionassem a polícia e socorro médico. A idosa também afirmou à Polícia Civil, que a filha “jamais foi agredida” pelo neto e que ele teria sido muito bom para ela, ajudando, inclusive, nas despesas da casa. Ainda, em depoimento, ela conta que o neto teria sido ameaçado diversas vezes. A idosa também diz que teme que a filha volte a morar com ela, devido às agressões e, que apesar do histórico, não registrou boletim de ocorrência contra a filha. HistóricoA Polícia Militar (PM) foi acionada via Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom) para o atendimento de uma ocorrência de ‘desinteligência’. Ao chegarem na rua em que o crime teria ocorrido, os PMs viram a agressora que estava ‘alterada’ e com sangue na roupa, na via pública. Quando ela percebeu a aproximação dos policiais, tentou fugir, jogando a faca no chão e retirando a camisa suja. Ainda, de acordo com o registro, os policiais conseguiram realizar a abordagem, e a mulher admitiu que teria dado facadas no sobrinho, com a justificativa de que teria sido vítima de violência psicológica. Os PMs então foram até a casa onde eles moravam (na mesma rua) e encontraram a vítima consciente na calçada, mas com ferimentos na região abdominal, ombro, antebraço e em outras partes do corpo. Próxima à vítima, estaria sua avó, uma idosa de 74 anos, que também é mãe da agressora. A polícia acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que socorreu a vítima ao Hospital Vicentino. Apesar dos ferimentos, o homem não apresenta risco de morte. Já a tia agressora, que estava em estado violento, foi encaminhada para o Hospital Municipal de São Vicente, onde foi atendida, porém se negou a tomar medicações calmantes, sendo encaminhada para o 2º Distrito Policial (DP) da cidade. A faca utilizada no crime foi apreendida. A vítima, que negou ter agredido a tia, realizará exames no Instituto Médico Legal (IML). Já a agressora foi presa em flagrante pelo crime de homicídio tentado.