[[legacy_image_285126]] O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), garantiu a continuidade da Operação Escudo, em Guarujá, mesmo após mortes em confrontos e prisões de suspeitos de matar o policial Patrick Bastos Reis, da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota). Neste domingo (30), o homem apontado como atirador se entregou na Capital. Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na manhã desta segunda-feira (31), Tarcísio disse que três pessoas que participaram da morte de Reis já foram presas, e que os ataques contra policiais não irão ficar impunes. "Não vamos deixar passar impune agressão ao agente. Não é possível que o crime possa agredir um policial e sair impune. Foi isso que foi feito neste fim de semana. Estou extremamente triste com o que aconteceu, porque nada vai trazer o pai de família de volta. Isso não pode passar em branco", pontuou. A cidade de Guarujá recebe a Operação Escudo, com reforço de cerca de 600 agentes policiais, desde a morte do soldado Reis. A previsão é de que as ações durem 30 dias. Denúncias Durante as ações, houve trocas de tiros entre criminosos e policiais em diferentes pontos de Guarujá. Na coletiva, Tarcísio disse que há oito mortes confirmadas e dez pessoas presas. "A polícia quer evitar o confronto de toda forma. Ninguém quer o confronto. Mas, temos uma polícia treinada e que segue a risca de engajamento. A partir do momento que a autoridade policial não é respeitada, infelizmente há o confronto. Tivemos dez prisões. Aqueles que resolveram se entregar. foram presos. O autor do disparo foi preso e entregue à Justiça", ressaltou o governador. No entanto, a ouvidoria da Polícia Militar informou ter recebido relatos de dez mortes, além de denúncias de tortura feitas por moradores de Guarujá. Questionado sobre as afirmações, Tarcísio afirmou que se tratam de 'narrativas', mas que as denúncias serão investigadas. "Todas (as ocorrências) serão investigadas. Não podemos permitir que a população seja usada e sucumbir às narrativas. Estamos enfrentando o tráfico de drogas e o crime organizado, e temos que ter consciência da dificuldade disso. Não houve hostilidade ou excesso, houve uma atuação profissional, que resultou em prisões, e vamos continuar com as operações". Segurança em Guarujá Ainda na coletiva, Tarcísio prometeu aumentar o efetivo policial na região da Baixada Santista, mesmo após o término da Operação Escudo, e trazer mais uma unidade para a PM na região. "A operação vai prosseguir, vamos continuar. Vamos levar para a Baixada Santista o aumento de efetivo. Temos que ter mais uma unidade (da Polícia Militar) na Baixada para aumentar o efetivo e responder ao anseio da Baixada. Sabemos o quanto a criminalidade tem assolado os moradores da Baixada, e vamos aumentar o efetivo lá", disse Tarcísio.