[[legacy_image_282000]] Uma pedagoga, de 26 anos, foi vítima de uma tentativa de estupro na noite da última quarta-feira (12) na Rua Waldemar Magalhães, no Savoy, em Itanhaém, no litoral de São Paulo. Um homem a abordou com um “facão de açougueiro” e, sob ameaças de morte tentou cometer o crime. A Tribuna conversou com a vítima, que relatou que havia acabado de descer no ponto de ônibus, por volta das 19h30, com uma outra senhora. As duas estavam com muitas sacolas, estava escuro e tinha mato alto no entorno. “Fui seguida por toda a marginal. Quando chegou em um certo ponto, senti a presença de uma pessoa, mas não percebi por conta da escuridão. A rua tem pouca iluminação. Quando chegou na esquina, entrei na Rua Waldemar Magalhães, fui abordada no meio da rua”, conta. Inicialmente, o criminoso, chegou falando como se fosse um assalto. A mulher diz que ele encostou um objeto nela e viu o homem alto, parto e utilizando uma touca ninja. Ela narra que ele teria entre 24 a 28 anos e obrigou com que ela colocasse as sacolas no chão, colocando a faca no pescoço da vítima. A pedagoga tentou conversar, pedindo para que ele não fizesse nada, mas ele caminhou com ela pelas ruas e ficou olhando para lugares. A mulher cita que o bandido encontrou um ponto. “Ele ficou me cheirando inteira, então entendi o que poderia acontecer. Ele me levou para frente de uma casa, em frente a um terreno baldio, em uma moita. Ao me levar para essa canto, ele ficou de uma forma que, quem passasse pela rua, iria pensar que ele estava urinando”, comenta. A vítima disse que, em seguida, ele começou a apalpar ela e depois tentou abrir a blusa dela. Quando não obteve sucesso, pois estava segurando a faca, pediu para que a mulher tirasse a roupa. Ela afirma que tentou pedir socorro, mas o criminoso tampou sua boca e colocou mais uma vez a faca no pescoço dela. “Quando eu parei de gritar e acatei o que ele havia dito, ele começou a tirar as calças e colocou a faca de lado. Comecei a gritar mais uma vez e ele tentou me segurar, mas consegui escapar por debaixo dos braços dele. Ele saiu correndo colocando as calças, largou minha bolsa e conseguiu fugir”, relembra. Na sequência, uma família ofereceu abrigo para a vítima dentro de uma casa e a mulher conseguiu ligar para os familiares e se acalmar. “Não tinha estabilidade emocional, psicológica e física. Mal conseguia falar”. “Sentia muitas dores fortes, fiquei com marcas e roxos pelo corpo. Estou completamente abalada, tenho passado noites em claro. Tenho sudorese. Procuro sempre alguém, não tenho saído sozinha e estou indo atrás de psicólogo”, afirma. DescasoA pedagoga relata também um descaso da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém. A mulher relata ter feito a queixa sobre o caso, mas que não foi dado andamento pelo “descaso das autoridades”. O caso foi registrado apenas pela Polícia Militar (PM). “Uma escrivã que me mandou ir para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) antes de registrar o boletim. Chega a ser desumano, mas foi exatamente isso que ela fez, estou tratando com meu jurídico”, reforça. A pedagoga diz ter se sentido completamente humilhada pela indiferença e descaso e pretende ingressar com um processo na Justiça. “Saber que eu não posso contar com as autoridades e me assegurar nisso, faz me sentir oprimida e desestabilizada sem saber se hoje poderei ter liberdade de ir e vir no momento em que eu quiser e puder”, conclui. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que a Polícia Civil lamenta a postura adotada pelos policiais citados e irá "reorientar os servidores". Também afirmou que o Departamento de Judiciária do Interior (Deinter) 6 já foi cientificado sobre o relato e está apurando os fatos.Além disso, a SSP se colocou como disponível para auxiliar a vítima na formalização do registro do boletim de ocorrência. A Tribuna procurou a Polícia Militar (PM) para mais informações sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação desta matéria.