[[legacy_image_335779]] Preso na quarta-feira (14) em Uberlândia, interior de Minas Gerais, Kaique Coutinho do Nascimento, conhecido como ‘Chip’, chegou na noite da última quinta-feira (15) à Baixada Santista, e participou de uma audiência de custódia na manhã desta sexta-feira (16). Ele é apontado como responsável pela morte do policial militar (PM) da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) no início de fevereiro. Na audiência, foram discutidas as circunstâncias que levaram a prisão de Kaique. Conforme o advogado de defesa, Eduardo Jorge, ainda não houve apuração sobre as provas que apontam a ligação dele à morte do PM Samuel Wesley Cosmo. Jorge afirma que as imagens capturadas pela câmera corporal do policial serão importantes para a identificação, porém, a relação de Kaique com o crime ainda se trata de uma suposição. A defesa também estuda solicitar as imagens das câmeras dos outros policiais que participaram da diligência no bairro Bom Retiro. “Eu acredito que eles estão se baseando na câmera, mas essa filmagem ainda vai passar por uma perícia para ver se é fidedigna, se é ele. Vai passar por um sistema de perícia de reconhecimento. Então é muito precoce apontar que seja ele. Até porque ele não confessou nada, nem mesmo para mim.” Na manhã desta sexta, um delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) conversou com Kaique, mas ele se manteve em silêncio, garantindo que falaria toda a verdade somente na presença de um juiz. EstratégiaO advogado de defesa, Eduardo Jorge, afirma que Kaique Coutinho possui condições que possam reduzir a pena, caso seja condenado. “Ele tem algumas atenuantes que ainda precisaremos estudar. Como a menoridade, pois ele tem menos de 21 anos e a lei faculta um benefício a ele. Ele é réu primário, então a lei faculta outro benefício. Caso haja confissão, caso tenha sido ele quem cometeu o crime, também tem outro atenuante. Então ele tem algumas circunstâncias favoráveis para uma eventual sentença ser reduzida”, garante. Próximos passosNesta sexta-feira, Kaique Coutinho do Nascimento foi encaminhado para a Penitenciária I de São Vicente, informou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Segundo Eduardo Jorge, a primeira audiência deve ocorrer daqui a três a quatro meses. “À princípio ele ficará detido durante todo esse período, mas nós entraremos com algumas medidas liberatórias. Ele está em uma prisão temporária, que perdura por 30 dias e pode ser prorrogado por mais 30. Então a defesa já vai pleitear os recursos defensivos para que ele responda em liberdade.” O advogado de defesa do suspeito ainda cogita pedir pela revogação temporária ou liberdade provisória. Caso os recursos sejam negados, deve recorrer ao Tribunal de Justiça por um habeas corpus.