[[legacy_image_3257]] O suspeito apontado como autor da morte da menina Kauani Cristhiny Soares Rodrigues, de 6 anos, em Mongaguá, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. Rodrigo Sales, de 28 anos, já estava detido provisoriamente na Capital. De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), a prisão preventiva do suspeito foi decretada pela Justiça devido ao alto risco à ordem pública e para evitar interferências na instrução criminal. A Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP) informou que Rodrigo está no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros (CDP) III. Segundo o delegado Francisco Wenceslau, do 2º Distrito Policial de Mongaguá, responsável pela investigação do caso, como a polícia ainda trabalha no ocorrido e aguarda os laudos do Instituto Médico Legal (IML) para apuração do caso, a manutenção da prisão do investigado é essencial. “Há duas acusações principais. A primeira é homicídio qualificado, e a segunda, ocultação de cadáver. Trabalhamos, ainda, com a possibilidade de crime de natureza sexual, cuja confirmação dependerá da vinda dos laudos requisitados”. De acordo com o delegado, nos 60 dias de prisão temporária de Rodrigo, ocorreram diligências que possibilitaram a reunião de “elementos sérios que indicam que o suspeito, de fato, matou Kauani e, posteriormente, ocultou seu corpo". Segundo Wenceslau, os laudos têm demorado para sair por conta do estado de decomposição do corpo da criança quando encontrado, mas acredita-se que, em breve, os documentos sejam emitidos. Relembre o caso Kauani desapareceu enquanto dormia, na madrugada de 17 de abril. Por volta das 2h, a mãe notou que a filha não estava no quarto e que a porta da frente da casa estava aberta. A residência fica na Avenida Governador Mário Covas Júnior, no Parque Marinho. Desde então, os familiares, que acreditavam que Kauani havia sido sequestrada, acionaram a Polícia Militar, e registraram boletim de ocorrência de desaparecimento. O corpo da menina foi localizado em 22 de abril. Parcialmente vestida, ela estava caída em uma vala, na Avenida Sorocabana. O local fica a cerca de dez quadras de distância da casa onde vivia com a mãe e o irmão. Motivação O suspeito de ter estuprado e assassinado a menina revelou à polícia, em 23 de abril, que decidiu matar a criança após a mãe dela ter negado um prato de comida. Em depoimento anterior, o homem disse que havia agido por vingança, mas sem especificar o que realmente havia acontecido. *Com informações do G1 Santos