[[legacy_image_285074]] Pelo menos dez pessoas morreram, em Guarujá, durante a Operação Escudo, que foi realizada na sexta-feira após o assassinato do PM Patrick Bastos Reis, que era soldado das Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota). Neste domingo, Erickson David da Silva, apontado como responsável pelos disparos que mataram Reis, se entregou à polícia e teve a prisão temporária decretada. Na manhã desta segunda-feira (31), ele passará por uma audiência de custódia. O número de mortes pode ser ainda maior, de acordo com o ouvidor Cláudio Aparecido da Silva. “A gente tem informação de que talvez no fim do dia (ontem) outras duas mortes tenham ocorrido. Não temos, ainda, a confirmação, que a gente só faz após verificar o boletim de ocorrência dessas mortes”, afirmou em entrevista à GloboNews. A Polícia Militar, ao que nos consta, tem dito que os policiais tenham atuado com câmeras corporais. Diante disso, vamos pedir essas imagens para que nada fique escondido nisso tudo e a gente possa verificar, através das imagens, se houve ou não ilegalidades nas ações da polícia naquele território”, completou. Um vendedor ambulante teria sido morto com nove tiros na sexta. A família dele teria encontrado o rapaz com queimaduras de cigarro e um corte no braço. Segundo o ouvidor, moradores de Guarujá relataram que policiais torturaram e mataram um homem e prometeram matar ao menos 60 pessoas em comunidades da Cidade. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou, por meio das redes sociais, que o suspeito foi “capturado na Zona Sul de São Paulo”. Ele acrescentou que três envolvidos já estão presos, após trabalho de inteligência da Polícia Militar. “A justiça será feita. Nenhum ataque aos nossos policiais ficará impune”, declarou Tarcísio. O PM Patrick Reis patrulhava uma área próxima à comunidade da Vila Zilda na noite de quinta, quando foi atingido com tiros no tórax, por um sniper (atirador). Ele chegou a ser atendido no Pronto Atendimento (PAM) da Rodoviária, mas não resistiu. Um outro policial foi baleado na mão esquerda e encaminhado para um hospital da região. Logo após o crime, começou a Operação Escudo, que também teve cinco presos. Entre os mortos na ação está um líder do PCC. Ontem, a Corregedoria divulgou pelo menos dez mortes. Erickson teria atirado em direção ao soldado da Rota de uma distância de mais de 50 metros. Segundo a polícia, Erickson tem 28 anos, é solteiro e era o sniper utilizado pelos traficantes. Ele se apresentou à polícia e à noite esteve na Corregedoria na PM na Capital, sem qualquer tipo de ferimento. Ainda à noite, foi encaminhado para a Delegacia Sede de Guarujá. Por volta das 23 horas, sua prisão temporária foi decretada.