[[legacy_image_303221]] A suíte onde José Bezerra de Menezes e Luciana Bezerra foram encontrados mortos, e uma casa em Guarujá, litoral de São Paulo, era originalmente uma sala de estar. O casal e um cachorro da família morreram intoxicados por monóxido de carbono na casa de veraneio da família, enquanto dormiam, no último mês. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, titular do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) em Santos, a Polícia Civil já finalizou a investigação. Não foi constatado crime, mas um acidente provocado pela falta de manutenção de equipamentos em uma área técnica do imóvel. “Pelo que eu entendi, por alguma questão íntima eles resolveram usar aquele cômodo como suíte. E aí fizeram, imagino eu, alguma adaptação para fechar ou isolar o cômodo. Mas, originalmente, segundo o projeto da casa, era uma sala”, contou. O delegado julga que as mortes foram uma fatalidade, pois se o cômodo fosse usado de sala, como no projeto original, o casal estaria dormindo no andar de cima. Ainda assim, a linha de investigação considerou o que ocorreu, não o que poderia ter ocorrido. “São fatores que não há como controlar ou, pelo menos, não há como atribuir alguma responsabilidade. Como o inquérito policial apura o crime, e normalmente ele é praticado por ação ou omissão por alguém, e não existiu esse alguém, a conclusão é que a morte ocorreu sem que possamos atribuir culpa”. Massa de gases escapou para suíte O cômodo onde o vazamento de monóxido de carbono ocorreu era uma área técnica onde funcionavam equipamentos de aquecimento de água a gás. A suíte onde o casal dormia ficava em frente ao recinto e foi invadida por monóxido de carbono. Segundo o delegado, o maquinário não passava por manutenção há aproximadamente dois anos. Um dos dutos responsáveis por levar a fumaça resultado da combustão para fora do ambiente apresentou uma fissura, fazendo com que a fumaça fosse se acumulando no local. Ela acabou migrando para a suíte do casal, que dormia e morreu intoxicado. “Primeiro descartamos a possibilidade de que houvesse um equipamento defeituoso. Não, ele não tinha nenhum defeito que pudéssemos atribuir a um processo de fabricação errôneo ou falho. Depois, havia a questão da manutenção, porque o equipamento já tinha um certo tempo de uso” (entenda mais aqui). Relembre o casoO banqueiro cearense José Bezerra de Menezes Neto, conhecido como Binho Bezerra, e a esposa, Luciana Bezerra, foram encontrados mortos em um condomínio de luxo fechado, em Guarujá, no litoral de São Paulo, no dia 9 de setembro. O cachorro da família também morreu. O delegado Wagner Camargo Gouveia, da Delegacia Sede, confirmou que o casal foi encontrado já morto por um dos filhos de Binho Bezerra, por volta das 10 horas. Ele e a namorada ocupavam outro quarto da casa e nada sofreram. Os funcionários também escaparam da intoxicação. Gouveia contou que “o filho achou estranho o pai demorar para acordar e foi até o quarto e constatou que eles estavam em óbito. Foi acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que confirmou a morte e, aí, a gente começou o trabalho da polícia judiciária”. Segundo publicação da revista Forbes em dezembro passado, Binho Bezerra tinha patrimônio avaliado em R\$ 1,55 bilhão. Na época, ele foi listado como o 205º bilionário brasileiro. José era da terceira geração de controladores do BicBanco, hoje CCB Brasil, vendido em 2013 ao China Construction Bank por R\$ 1,62 bilhão.