[[legacy_image_343628]] O ex-jogador Robson de Souza, conhecido mundialmente como Robinho, terá que cumprir no Brasil a pena de nove anos de prisão, à qual foi condenado na Itália por estupro coletivo. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em votação (9 a 2) nesta quarta (20) acatar a sentença definida pela justiça italiana sobre o abuso de uma jovem albanesa, durante festa em Milão, em 2013. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A votação do STJ determinou também que a pena do ex-jogador deve ser cumprida de forma imediata. Robinho não foi preso na Itália, porque estava fora do país quando o julgamento foi concluído. A justiça italiana acabou pedindo que a pena fosse aplicada no Brasil. O caso levou, inclusive, um coletivo de mulheres a fazer protesto na praia de Santos, cidade em que o ex-jogador foi descoberto, pedindo a prisão de Robinho, no início de março. Alegou inocênciaCondenado pela Justiça italiana por estupro coletivo, Robinho quebrou o silêncio no último domingo (18) e reafirmou sua inocência. Em entrevista à TV Record, o ex-jogador não negou que não houve relação sexual com a vítima, mas afirmou que foi consensual. O ex-atleta assumiu que, em nenhum momento, a albanesa estava alterada. "A mulher que me acusa lembra exatamente o que tinha acontecido no local, a cor da minha camisa...", disse Robinho. Ele afirmou ainda que teve uma relação "superficial" com a vítima, mas que, em momento nenhum, foi algo forçado. Robinho acrescentou que se sente "perseguido", já que os outros homens acusados pelo crime não estão sendo alvo de polêmicas e investigação da justiça italiana "O que eu tive com ela foi muito rápido, eu não fiquei sabendo o que aconteceu no local", explicou Robinho. "Os áudios foram fora de contexto", acrescentou o ex-jogador sobre gravações obtidas em que ele assume ter tido relações com a vítima. "Em nenhum momento, eu neguei. Um teste de DNA provou que eu não estava lá e, mesmo assim, fui condenado". RelembreTranscrições de interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial mostraram que Robinho revelou ter participado do ato que levou uma jovem de origem albanesa a acusar o jogador e amigos de estupro coletivo, em Milão, na Itália. Em 2017, a justiça italiana se baseou principalmente nessas gravações para condenar o ex-atacante em primeira instância a nove anos de prisão. Os trechos divulgados mostram Robinho conversando com o amigo Ricardo Falco sobre a noite do crime, ocorrido em 2013, na boate Sio Café, em Milão. Eles discutem sobre os depoimentos que deram para a polícia. As gravações trazem descrições explícitas da cena do abuso e linguagem imprópria. Em uma das gravações, o ex-jogador admite que fez sexo com penetração com a vítima. Anteriormente, Robinho tinha afirmado que só havia ocorrido sexo oral. O brasileiro e seu amigo Falco foram condenados a nove anos de prisão pelo crime de agressão sexual em grupo. Além das gravações telefônicas, a polícia italiana instalou um grampo no carro de Robinho e conseguiu captar outras conversas. Para a justiça italiana, as conversas são "autoacusatórias". As escutas exibem um diálogo entre o jogador e um músico, que tocou naquela noite na boate e avisou ao ex-atleta sobre a investigação.