Sócio de padaria gourmet em Santos e investigado pela Polícia Federal, Fernando de Sousa morreu na madrugada de segunda-feira (22) (Reprodução) O empresário português Fernando de Sousa, de 68 anos, investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Narco Fluxo, morreu na madrugada de segunda-feira (22) em Santos, no litoral de São Paulo. Ele faleceu por causas naturais e estava em liberdade após decisão da Justiça Federal. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Fernando havia sido preso em abril durante a operação que teve entre os alvos os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. Segundo a PF, o empresário teria realizado transferências para empresa apontada como uma das principais responsáveis por movimentar recursos ligados a apostas ilegais e ao esquema criminoso investigado. Sócio de uma padaria gourmet no Canal 7, no bairro Ponta da Praia, em Santos, Fernando foi preso no dia 15 de abril. De acordo com as investigações, ele teria transferido R\$ 360 mil para a empresa chinesa Golden Cat entre junho e agosto de 2024. De acordo com a PF, a Golden Cat ocupava posição central na estrutura financeira investigada e seria responsável por arrecadar e movimentar recursos provenientes de apostas ilegais. Os investigadores apontam que os valores enviados por Fernando foram feitos em 16 transferências via Pix. Na época dos fatos, a defesa do empresário informou que ele foi solto dois dias após a prisão, durante audiência de custódia. A mesma decisão beneficiou outros investigados na operação. Operação Narco Fluxo A Narco Fluxo investiga uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R\$ 1,6 bilhão. A ação da Polícia Federal apura a movimentação ilícita de recursos por meio de criptoativos no Brasil e no exterior, e conta com apoio da Polícia Militar (PM) de São Paulo, sendo um desdobramento de investigações anteriores. Segundo a PF, o grupo criminoso utilizava mecanismos sofisticados para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptomoedas. Ao todo, mais de 200 policiais federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos, em diversos estados do Brasil e no Distrito Federal.