As apurações apontam que o volume movimentado pelos investigados ultrapassa R\$ 1,6 bilhão (Divulgação/ Polícia Federal) O empresário Fernando de Sousa, sócio de famosa padaria gourmet no Canal 7, na Ponta da Praia, em Santos, no litoral de São Paulo, foi preso nesta quarta-feira (15) durante a megaoperação da Polícia Federal que também resultou na captura de MC Ryan SP na Riviera de São Lourenço, em Bertioga. A ação da PF busca combater esquema bilionário de lavagem de dinheiro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O empresário está entre os alvos da Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema de movimentação ilícita de dinheiro por meio de criptoativos no Brasil e no exterior. A ação, que conta com o apoio da Polícia Militar de São Paulo, é um desdobramento de investigações anteriores que identificaram a atuação de uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para ocultar e dissimular valores, incluindo operações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptomoedas. As apurações apontam que o volume movimentado pelos investigados ultrapassa R\$ 1,6 bilhão. Ao todo, mais de 200 policiais federais cumprem 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, em diversos estados do país e no Distrito Federal. O advogado Armando de Mattos, responsável pela defesa de Fernando de Sousa, disse que não irá se manifestar sobre o processo, "porque os autos correm sob segredo de justiça e, além disso, ainda desconhece o seu conteúdo". O defensor complementou que o cliente deverá passar por audiência de custódia entre quarta (15) e quinta-feira (16), podendo ser colocado em liberdade. MC Ryan SP A Operação Narco Fluxo ganhou repercussão nacional após a prisão do funkeiro MC Ryan SP, detido durante uma festa em Bertioga. Outro nome conhecido preso na ação foi MC Poze do Rodo, no Rio de Janeiro. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos veículos, valores em dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos que devem auxiliar no aprofundamento das investigações. Também houve determinação judicial para o sequestro de bens e restrições societárias dos investigados, com o objetivo de interromper as atividades ilícitas e garantir eventual ressarcimento. Os suspeitos poderão responder por crimes como associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar outros envolvidos no esquema e rastrear a origem e o destino dos valores movimentados.