[[legacy_image_285095]] Erickson David da Silva, suspeito de matar um policial da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (Rota) em Guarujá, litoral de São Paulo, se entregou à polícia na noite deste domingo (30). Antes disso, ele gravou um vídeo pedindo para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) 'parar a matança' no município, que passa por uma megaoperação desde o ocorrido. (Veja no vídeo mais abaixo) Na gravação, obtida por A Tribuna, o suspeito, que tem 28 anos e é apontado como 'sniper do tráfico', se apresenta e manda um recado para o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e para o secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite. "Eu quero falar pro Tarcísio e pro Derrite parar de fazer a matança. (Estão) matando uma 'pá' (monte) de gente. (São) Inocentes, (estão) querendo pegar minha família, sendo que não tenho nada a ver. Estão me acusando. É o seguinte, vou me entregar. Não tenho nada a ver (com a situação)", declarou Erickson. O suspeito se entregou à Corregedoria da Polícia Militar (PM) em São Paulo e foi trazido para a Baixada Santista. Nesta segunda-feira (31), ele passa por audiência de custódia no Fórum de Santos. Atuação como 'sniper' Erickson estava na condição de procurado e teve a prisão temporária decretada. As investigações apontam que ele foi designado por traficantes para atirar contra uma viatura da Rota que fazia patrulhamento na comunidade Vila Zilda. Após o crime, o secretário Guilherme Derrite disse, em entrevista coletiva, que o disparo foi feito a uma distância entre 50 e 70 metros, do alto da comunidade. Neste domingo (30), depois da prisão de Erickson, o governador Tarcísio de Freitas disse, no Twitter, que três envolvidos no assassinato já estão capturados. Assassinato em Guarujá O soldado Patrick Bastos Reis, de 30 anos, levou um tiro no tórax na quinta-feira (27), na Vila Zilda, em Guarujá, e morreu. Outro agente da Rota foi baleado na mão, mas foi socorrido e sobreviveu. Ele não corre risco de vida. Os policiais estavam em uma viatura fazendo patrulhamento pela comunidade, quando foram atacados pelos criminosos. Eles procuraram um abrigo para se proteger dos tiros. Depois do crime, as autoridades desencadearam a Operação Escudo, com o objetivo de capturar os responsáveis pelo assassinato. Cerca de 600 agentes foram deslocados para atuarem na operação em Guarujá. Em entrevista à GloboNews, o ouvidor Claudio Aparecido da Silva, da PM, disse ter recebido relatos sobre pelo menos dez mortes decorrentes da Operação Escudo. "Temos a informação de que talvez no fim deste domingo outras duas mortes tenham ocorrido. Não temos, ainda, a confirmação, que a gente só faz após verificar o boletim de ocorrência dessas mortes", disse.