[[legacy_image_136805]] O presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (Sifuspesp), Fábio Jabá, desconfia de que os ataques que deixaram um policial penal morto e outro em estado grave na Baixada Santista, no sábado (25), tenham sido coordenados por facções criminosas - situação que a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) diz não poder confirmar, por enquanto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Não há segurança fora das unidades onde os agentes trabalham. Este é o essencial. E, no Natal, o Judiciário colocou 37 mil presos na rua em todo o Estado. É necessário que haja uma investigação séria”, afirma. O sindicato pede, ainda, que a Secretaria de Administração Penitenciária adote medidas que ajudem a preservar a segurança de todos os servidores da região, e reclama que a pasta trata ataques como os deste Natal como casos isolados. Outro casoNo começo de dezembro, o agente penitenciário Eduardo Godinho Kundig, de 47 anos, também foi morto depois de ser baleado no Jardim Rio Branco, em São Vicente. Ele ainda teve a arma roubada pelos suspeitos. Eduardo chegou a ser socorrido com ferimentos no tórax, abdômen e braço, e foi levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu. A vítima atuava também como segurança de um dos comércios locais. Investigações A Polícia Civil informou que ambos os casos citados são investigados e diligências, como busca por imagens e testemunhas, são realizadas a fim de esclarecer os fatos e identificar a autoria. O crime ocorrido em São Vicente foi registrado como tentativa de homicídio na Delegacia Sede da Cidade e será encaminhado ao 3º Distrito Policial local, para prosseguimento das apurações. Por sua vez, o caso de Praia Grande foi para o 1º DP do município. A Instituição esclarece que não há indícios que apontem, neste momento, relação entre as duas ocorrências. Já a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (SAP) informou que tem prestado apoio às forças de segurança para identificação e prisão dos autores dos crimes e presta solidariedade às famílias dos agentes, dando todo o suporte necessário. A SAP disse ser “a maior interessada no esclarecimento das circunstâncias das ocorrências” e reforçou que mantém diálogo constante com a entidade citada e com os outros três sindicatos que representam os servidores da pasta.