Caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Peruíbe (Divulgação/Polícia Civil) A menina de 10 anos encontrada morta dentro de casa em Peruíbe, no litoral de São Paulo, não frequentava a escola e praticamente não tinha vida social, segundo a Polícia Civil. A rotina da criança é um dos pontos que chamam a atenção dos investigadores, que apuram indícios de exploração sexual e as circunstâncias da morte. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista à TV Tribuna, a delegada Izabela Coelho Fernandes afirmou que a criança não tinha acesso a telefone celular e permanecia, na maior parte do tempo, dentro de casa ou acompanhada da mãe, de 33 anos. A mãe está presa temporariamente desde terça-feira (25) e é investigada por estupro de vulnerável. Segundo a delegada, há indícios de que a menina fosse vítima de exploração sexual com participação da própria mãe. Testemunhas ouvidas durante a investigação também relataram que mãe e filha eram vistas na companhia de homens mais velhos, em ambientes onde havia consumo de bebidas alcoólicas e drogas. De acordo com a delegada, a investigação confirmou ainda que a mulher fazia uso de entorpecentes. Laudo não determinou causa da morte A menina foi encontrada morta no último dia 10, em uma residência na Rua Alfredo Gomes, no Jardim Caraminguava. Na ocasião, a mãe informou que encontrou a filha dentro do imóvel e pediu ajuda aos vizinhos. A criança foi levada por meios próprios à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe. Apesar das tentativas de reanimação realizadas pela equipe médica, ela não apresentava sinais vitais. Durante uma avaliação preliminar, o médico que atendeu a menina identificou lesões consideradas compatíveis com possível violência sexual. O caso passou, então, a ser investigado pela Polícia Civil. Apesar das suspeitas, a causa da morte ainda não foi esclarecida. Segundo a delegada, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) foi inconclusivo. A investigação aguarda novos exames que possam ajudar a determinar o que provocou a morte da criança. Polícia suspeita que cena do crime tenha sido alterada Outro elemento investigado é uma possível alteração da cena antes da realização da perícia. Segundo Izabela, durante a reconstituição do caso, policiais militares identificaram diferenças que levantaram a suspeita de que o local onde a menina foi encontrada teria sido modificado antes da chegada dos peritos. A Polícia Civil trabalha agora para esclarecer o que teria sido alterado, quem teria feito as mudanças e se a eventual modificação teve relação com a morte da criança. Vizinho e filho continuam investigados Além da mãe, um vizinho, de 77 anos, e o filho dele, de 47, permanecem sob investigação. De acordo com a delegada, o idoso foi citado por diferentes testemunhas como uma pessoa que mantinha proximidade com a criança e estava próximo a ela quando a menina foi encontrada morta. A eventual participação do vizinho e do filho dele no caso ainda não foi determinada. Ambos permanecem como investigados enquanto a Polícia Civil reúne depoimentos, resultados periciais e outros elementos para esclarecer as circunstâncias da morte. A mãe da menina foi presa por volta das 14 horas de terça-feira (25), na Rua Olímpia, no Jardim Caraminguava, em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.