[[legacy_image_298513]] Thiago Ozarias Souza, um dos seguranças envolvidos no espancamento e morte de Lucas Martins de Paula no bar Baccará, em 2018, foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado. O julgamento teve início às 9 horas desta quarta-feira (20), em Santos, cinco anos após o assassinato que chocou o país. Lucas foi morto aos 21 anos após contestar o lançamento de um valor indevido em sua comanda no antigo bar, no bairro Embaré, no dia 7 de julho de 2018. Ele ficou internado por 22 dias na Santa Casa, mas não resistiu. Além de Thiago, há outros três envolvidos: o segurança Sammy Barreto Callender; o chefe da segurança Anderson Luiz Pereira Brito; e o dono do bar Baccará, o empresário Vitor Alves Karam. Anderson, que estava foragido, morreu antes de ser encontrado no litoral de São Paulo. Thiago e Sammy estão presos desde 2018, e Vitor, desde 2019. Assumiram risco de matarSegundo o inquérito policial, Thiago é visto nas imagens de câmeras aplicando na vítima 12 golpes, entre socos e joelhadas. Ele praticava jiu-jitsu. “Quem deveria ter a obrigação de cuidar, que é o garantidor, que é a segurança, este deu causa à morte. É muito triste isso”, afirmou o advogado de acusação Armando de Mattos Júnior. Thiago foi julgado separadamente dos demais, pois houve um recurso por parte das defesas até o Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa dele, porém, desistiu de um dos recursos, e o juiz acabou marcando o julgamento antes dos outros. Neste meio tempo, o Supremo não concedeu liberdade aos outros réus. De acordo com o advogado, o júri de Vitor e Sammy será na próxima terça-feira (26). O promotor do júri Fabio Perez Fernandes, em entrevista para a TV Tribuna, afirmou que, para ele, todos os réus assumiram o risco de matar Lucas durante a agressão. “Da forma pela qual os acusados agiram, em especial o réu que será julgado neste primeiro momento, fica evidente que eles assumiram o risco real e concreto de causar o resultado morte. Não foi apenas uma agressão de menor gravidade, muito pelo contrário, foi um ato de extrema violência que acabou ensejando a morte da vítima”. Caso BaccaráLucas Martins de Paula morreu após ficar 22 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos. Tudo aconteceu na madrugada do dia 7 de julho de 2018, depois de ele contestar o lançamento de uma cerveja no valor de R\$ 15 em sua comanda. O jovem foi agredido em frente ao Baccará, que ficava na Rua Oswaldo Cochrane. Ele estava no quarto ano de Engenharia Elétrica na faculdade. Thiago está preso desde agosto de 2018, então terá esse período subtraído da pena final. A Tribuna não conseguiu localizar a defesa do réu, mas o espaço está aberto para uma manifestação.