Rogerinho se apresentou em Santos nesta segunda-feira (Reprodução/Redes Sociais) O policial civil e segurança do cantor Gusttavo Lima, Rogério de Almeida Felício, o Rogerinho, entregou-se nesta segunda-feira (23), na sede do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), em Santos. Ele estava foragido e era procurado pela Polícia Federal (PF), em ação que mira policiais suspeitos de ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Rogerinho, inclusive, já atuou como policial do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos e é sócio em três empresas de Praia Grande. Ele será encaminhado até a sede da Corregedoria da Polícia Civil, em São Paulo. Além de confirmar a ida de Rogerinho, após tratativas com a defesa dele, a Polícia Civil também ressalta, em nota, que "é uma instituição legalista e não compactua com desvios de conduta. A força-tarefa criada para investigar o homicídio ocorrido no Aeroporto Internacional de Guarulhos segue em diligências para esclarecer o caso, e as corregedorias das polícias Civil e Militar colaboram com as apurações para que todos os agentes envolvidos sejam punidos conforme a lei". Rogerinho foi um dos citados na delação do empresário Vinícius Gritzbach, executado com dez tiros na saída do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. A operação de terça-feira (17), realizada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), já prendeu sete pessoas. Entre os presos até agora estão um delegado e mais três policiais civis suspeitos de atuarem para o grupo criminoso. Conforme a delação, Rogério é suspeito de ter ficado com um relógio de Gritzbach. O delator do PCC tinha prints das redes sociais onde o policial ostentava o relógio, supostamente fruto de negociações ilegais entre os dois. Rogerinho é apontado pelos investigadores como sócio de uma clínica de estética, de uma empresa de segurança privada e de uma construtora. As três empresas são de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Todos os empreendimentos foram supostamente feitos com o salário de pouco mais de R\$ 7 mil na Polícia Civil. Na ocasião, a PF chegou a fazer buscas nos endereços ligados ao policial civil, mas ele não tinha sido encontrado. Segundo apurado pelo g1, o esquema criminoso envolveria a manipulação e o vazamento de investigações policiais, além da venda de proteção a criminosos e corrupção para beneficiar um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. O nome da operação A Operação Tacitus contou com a atuação de 130 policiais federais e abrangeu, além da capital paulista, os municípios de Ubatuba, Igaratá e Bragança Paulista. No dia de sua deflagração, foram cumpridos, ainda, 13 mandados de busca e apreensão. O nome Tacitus foi escolhido pela PF por significar, em latim, “silencioso” ou “não dito”, uma alusão ao modo de atuar da organização criminosa. A investigação apontou os crimes de lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública (corrupção ativa e passiva). A quadrilha beneficiaria integrantes do PCC, facção criminosa, com o vazamento de informações relacionadas a investigações.