Luiz Claudio Venâncio Alves, de 57 anos, já foi candidato em duas eleições, é PM da reserva e foi secretário de Defesa e Convivência Social em Guarujá por cinco anos. Ele foi detido na noite de quarta-feira (2), pagou fiança e responderá em liberdade. (Reprodução/TSE e Reprodução) O ex-secretário de Defesa e Convivência Social de Guarujá, Luiz Claudio Venâncio Alves, de 57 anos, foi detido na noite de quarta-feira (2) após disparar uma arma de fogo ao cobrar uma dívida em um terminal municipal rodoviário. Além de ter ocupado o cargo público na gestão do atual prefeito, Válter Suman (PSDB), Venâncio, que é policial militar da reserva, já disputou duas eleições. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ele foi detido após uma confusão que aconteceu no terminal municipal rodoviário do Ferry Boat, localizado na Praça das Nações Unidas. Conforme o boletim de ocorrência, funcionários do local relataram a policiais militares que atenderam a ocorrência que Venâncio teria ido ao local para cobrar uma dívida. Enquanto os agentes da Polícia Militar (PM) conversavam com os funcionários que fizeram o acionamento, Venâncio, que havia deixado o terminal, voltou a aparecer e, de dentro do carro, efetuou um disparo de pistola. Ele foi abordado e detido. Aos PMs, disse que o tiro foi acidental. Na delegacia, ele pagou fiança e deve responder em liberdade. Ex-secretário Venâncio foi secretário de Defesa e Convivência Social em Guarujá por pouco mais de cinco anos. Segundo a Prefeitura, ele ocupou o cargo entre 1º de fevereiro de 2017 e 8 de fevereiro de 2022, nos dois mandatos do atual prefeito da cidade. Enquanto secretário, em 2017, Venâncio foi alvo de uma ação popular movida pelo então vereador José Teles Júnior, a qual trazia uma acusação de nepotismo. A denúncia, conforme noticiado por A Tribuna em 16 de dezembro daquele ano, era direcionada a Venâncio e seu irmão, Gilberto Venâncio Alves, então secretário de Coordenação Governamental. Isso porque Luiz Cláudio é marido de uma prima do prefeito. No entanto, a liminar para o afastamento dos dois irmãos foi negada pelo juiz Cândido Alexandre Munhóz Pérez, da Vara da Fazenda Pública de Guarujá. A decisão foi noticiada por A Tribuna em 20 de dezembro de 2017. PM da reserva Venâncio também é capitão da Polícia Militar da reserva não remunerada, conforme ele próprio explicou à Polícia Civil em depoimento prestado na Delegacia de Guarujá, onde a ocorrência foi registrada. Além disso, é diretor de uma empresa de segurança que presta serviços no terminal rodoviário. No depoimento, o ex-secretário revelou que já prestou serviço de segurança em um condomínio de luxo da cidade. Venâncio esclareceu que a pistola disparada na noite de quarta-feira era de outro PM, já falecido, com quem trabalhou nessa época. O antigo colega teria doado a arma para ele. O armamento passa por perícia e tem seu registro investigado pela Polícia Civil junto à Polícia Federal (PF). Candidato Segundo a Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-secretário já foi candidato em duas ocasiões: em 2022, a deputado estadual pelo União Brasil e, em 2012, a vereador em Guarujá pelo PSD. Em ambas as ocasiões, usou ‘Capitão Venâncio’ como nome de urna. Era dessa maneira que ele era conhecido na cidade, sendo, inclusive, reconhecido por um dos funcionários que acionou a PM no terminal de ônibus. Relembre o caso O crime aconteceu por volta das 21h. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados para atender uma ocorrência de desinteligência e ameaça no terminal. No local, funcionários informaram aos PMs que Venâncio havia ido até lá de carro e, armado, reclamou de uma dívida que a empresa teria com ele. O ex-secretário pediu para os funcionários que o entregassem radiocomunicadores. Na sequência, ele pegou os aparelhos e os jogou no chão, dizendo que não seria mais roubado e foi embora. Quando os policiais chegaram ao terminal, o ex-secretário não se encontrava mais ali. Contudo, enquanto os agentes ouviam e orientavam os responsáveis pelo acionamento, Venâncio voltou ao local e, de dentro do carro, fez um disparo com arma de fogo. O tiro acertou a vidraça de uma loja fechada. Ninguém se feriu.