Lusimar Augustinho da Silva ficou conhecida nas redes por ofender e ameaçar pessoas desconhecidas (Reprodução/Redes Sociais) Conhecida nas redes sociais como “Menina do Ministério Etrom”, Lusimar Augustinho da Silva foi presa na tarde do último dia 13, quinta-feira, em Brasília, após funcionários de um hotel localizado na Asa Norte serem alvo de ofensas de cunho racista. O nome dela já havia ganhado repercussão na Baixada Santista: em novembro de 2024, Lusimar gravou a si própria enquanto insultava um segurança negro de um shopping no Gonzaga, em Santos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo testemunhas do episódio mais recente, Lusimar teria gravado um vídeo enquanto proferia as ofensas contra profissionais do hotel e, posteriormente, publicado as imagens nas redes sociais. Relatos indicam ainda que não teria sido a primeira ocorrência envolvendo os funcionários do estabelecimento. No dia anterior à prisão, ela também teria registrado vídeos durante uma situação semelhante. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada e conduziu Lusimar e os demais envolvidos para a 5ª Delegacia de Polícia, na área central de Brasília, onde o caso foi apresentado à Polícia Civil. Caso semelhante aconteceu em Santos A prisão ocorre quase dois anos depois de um episódio que provocou revolta em Santos. Em 12 de novembro de 2024, Lusimar esteve no Miramar Shopping, no bairro Gonzaga, e gravou um vídeo no qual dirigia uma série de ofensas racistas e xenofóbicas contra um segurança negro que trabalhava em uma das entradas do estabelecimento. Na ocasião, ela questionou a nacionalidade do profissional, fez referências à África e o chamou de “negro demônio”. Enquanto era insultado e filmado, o funcionário permaneceu em silêncio. A situação também foi registrada por pessoas que passavam pelo local. O episódio repercutiu nacionalmente e, à época, A Tribuna revelou que a mulher era conhecida nas redes por publicar vídeos em que abordava e ofendia desconhecidos. Shopping repudiou ofensas Após a repercussão das imagens em Santos, o Miramar Shopping repudiou publicamente a conduta e afirmou que a atitude contrariava os princípios e valores do estabelecimento. O shopping informou ainda que estava oferecendo apoio ao segurança envolvido. Naquele momento, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que não havia localizado registro policial relacionado aos fatos. A autoridade policial, porém, colocou-se à disposição da vítima para eventual formalização da ocorrência e abertura de investigação. Mulher também havia sido levada à delegacia em Brasília Antes mesmo do episódio no litoral paulista, Lusimar já havia sido alvo de uma ocorrência no Distrito Federal. Em 2024, ela foi denunciada após publicar um vídeo com ameaças direcionadas a Mayara Noronha, esposa do então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O conteúdo havia sido gravado em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal. Lusimar foi levada à delegacia, prestou declaração e foi liberada após assinar termo de comparecimento à Justiça. O celular dela também foi apreendido para perícia. Quem é a 'Menina do Ministério Etrom'? Lusimar ficou conhecida na internet principalmente por vídeos gravados em espaços públicos e publicados nas redes sociais. Em diferentes registros, ela aparece discutindo, fazendo acusações e dirigindo ofensas a pessoas desconhecidas. A exposição desses conteúdos ampliou sua presença nas plataformas digitais e fez com que o apelido “Menina do Ministério Etrom” se tornasse conhecido entre usuários das redes sociais. O episódio de Santos foi um dos casos que levaram o nome de Lusimar ao noticiário nacional. Na ocasião, além das ofensas racistas contra o segurança, outras pessoas que tentaram registrar ou intervir na situação também foram insultadas. Agora, com a ocorrência em um hotel de Brasília, Lusimar volta ao noticiário policial por suspeita de uma conduta semelhante à registrada no litoral de São Paulo.