Matheus da Silva Evangelista (à esq.) morreu após ser atingido por linha de pipa com cerol na Rodovia dos Imigrantes, em São Vicente; município intensificou fiscalização (à dir.) (Reprodução/Redes sociais e Divulgação/Prefeitura de São Vicente) Poucos dias após a morte do motociclista Matheus da Silva Evangelista, de 21 anos, atingido por uma linha de pipa com cerol na Rodovia dos Imigrantes, a Prefeitura de São Vicente, no litoral de São Paulo, intensificou as ações de fiscalização contra a comercialização e o uso de linhas cortantes. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! As ações da Operação Fim da Linha foram realizadas na última segunda-feira (13), nos bairros Vila Margarida e Jóquei Clube. Durante a operação, estabelecimentos comerciais foram fiscalizados. Os comerciantes e moradores receberam orientações sobre a proibição da venda e do uso de cerol e linha chilena. Segundo a Prefeitura, a intensificação das ações ocorre com a chegada das férias escolares, período em que aumenta a prática de empinar pipas. A Administração Municipal informou que a operação reuniu agentes das secretarias de Defesa e Organização Social (Sedos) e de Comércio, Indústria e Negócios Portuários (Secinp), além da Guarda Civil Municipal (GCM), Polícia Militar e Procon. A Administração Municipal destacou que denúncias sobre a venda irregular de cerol e linhas cortantes podem ser feitas pelo telefone 153. Equipes de fiscalização visitaram estabelecimentos (Divulgação/Prefeitura de São Vicente) Morte motivou protesto A fiscalização ocorre dias depois da morte de Matheus da Silva Evangelista, de 21 anos, atingido por uma linha de pipa com cerol enquanto trafegava de motocicleta pela Rodovia dos Imigrantes, na altura do km 67, em São Vicente. Segundo a Ecovias Imigrantes, concessionária que administra o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), o jovem perdeu o controle da motocicleta após ser atingido pela linha. Ele sofreu um grave ferimento no pescoço, foi socorrido ao Pronto-Socorro Central de São Vicente, mas não resistiu. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares rodoviários constataram que uma linha de pipa com cerol atravessava a pista no momento do acidente. Diante dos indícios, a Polícia Civil registrou o caso como homicídio. No dia seguinte à morte, cerca de 30 motociclistas realizaram uma manifestação no mesmo trecho da rodovia em homenagem à vítima. O grupo bloqueou parcialmente a pista por alguns minutos, soltou fogos de artifício e provocou lentidão no trânsito antes de deixar o local. Lei prevê multas O uso, a posse, a fabricação e a comercialização de cerol, linha chilena e outros materiais cortantes são proibidos no Estado de São Paulo pela Lei Estadual nº 17.201/2019. A legislação estabelece multa de 50 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (UFESPs) para pessoas físicas flagradas utilizando ou portando esses materiais. Quando o infrator é menor de idade, a responsabilidade recai sobre os pais ou responsáveis. Já os estabelecimentos que comercializam linhas cortantes estão sujeitos à multa de 5 mil UFESPs. Em caso de reincidência, a inscrição estadual da empresa pode ser cancelada. Jovem morreu após ser atingido por uma linha de pipa com cerol na Rodovia dos Imigrantes (Reprodução/Redes sociais e Portal CCM – ARTESP (ccm.artesp.sp.gov.br))