[[legacy_image_310034]] Foram condenados a 16 anos de prisão, em regime fechado, os acusados de participarem da morte do jovem de 21 anos, Lucas Martins de Paula, em julho de 2018 , na casa noturna Baccará, em Santos. O segurança, Sammy Barreto, e o dono do estabelecimento, Vitor Karan, receberam a sentença do juiz Alexandre Betini, após 32 horas de julgamento. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão foi tomada na madrugada desta quarta-feira (8), no Fórum de Santos. O caso estava sendo julgado desta a última segunda (6). Nove pessoas foram ouvidas no primeiro dia de júri e os dois envolvidos foram os últimos a prestar depoimento. Acusado de desferir o último golpe contra a vítima, Sammy alegou que agiu em um momento de reflexo e que não teria atingido Lucas intencionalmente. Já o dono do bar, que foi acusado por omissão, negou a indiferença na ocasião e disse que confiou no chefe de segurança do local. Quando o crime ocorreu, Vitor ficou foragido durante um ano, e em depoimento, disse que tomou essa decisão a pedido do advogado que o defendia na época. Em entrevista para a TV Tribuna, Mário Badures, advogado de defesa de Sammy, disse que vai recorrer ao Tribunal de Justiça do Estado de São para que o júri possa ser refeito e que possam provar a inocência do réu em outra oportunidade. Já o advogado de defesa de Vitor, Eugênio Malavasi, disse que respeita a decisão do conselho de sentença, mas não concorda com essa condenação. “Agora iremos para o Tribunal de Justiça para discutir essa decisão tomada, que contraria as provas dos autos. O Vitor não tinha dever legal de obstaculizar a conduta de outra pessoa”, afirma. Já Armando de Mattos Júnior, assistente de acusação, disse que também vai tentar recorrer para aumentar a pena, mas enfatizou que nada disso trará a vítima de volta. Pai de Lucas, Isaias de Paula, lamentou o tempo de condenação. “16 anos para quem matou uma pessoa, não acho que seja justo. Ainda não temos uma tranquilidade, pois o que a gente sente desde o dia que aconteceu, eu não desejo para ninguém. Na dor, você toma um remédio e ela passa, mas isso que eu sinto, não tem remédio”, desabafa De Paula. O júri estava marcado, inicialmente, para o dia 26 de setembro, mas foi adiado pois a defesa de um dos réus solicitou que um médico legista fosse ouvido, entrando com recurso para que isso fosse viabilizado. Sammy e Vitor estavam presos aguardando pela sentença. Outras duas pessoas também já haviam sido acusadas pelo crime. O segurança, Thiago Ozarias Souza, foi o primeiro a ser julgado e foi condenado a 18 anos de prisão em setembro deste ano. Anderson Luiz Pereira Brito, que era chefe de segurança do local, também foi acusado, mas em 2021, foi encontrado morto em uma casa, no interior do Estado. O casoEstudante do quarto ano de Engenharia Elétrica, Lucas contestou o lançamento de uma cerveja no valor de R\$ 15 em sua comanda e foi agredido em frente à casa noturna, na Rua Oswaldo Cochrane, no Embaré, na madrugada de 7 de julho de 2018. Imagens de câmeras de monitoramento do local registraram a agressão. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu após ficar 22 dias internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos.