[[legacy_image_18565]] Marleni Fantinel Ataíde Reis, de 68 anos, e o marido Márcio Ataíde Reis, de 46, morreram com golpes de faca e facão em Peruíbe. Autor do crime, o pedreiro Antonio Ferreira, de 61 anos, irá a júri popular nesta quinta-feira (10). A advogada e o estivador foram assassinados em sua chácara, na área rural de Peruíbe, em novembro de 2018. Após ter confessado o crime, Ferreira responde processo por duplo homicídio. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços O júri ocorrerá no plenário do Fórum de Peruíbe, a partir das 9h. Devido ao número de testemunhas que serão ouvidas, a expectativa é de que o júri se estenda até sábado (11). Profissionais e autoridades que atuaram desde o início do caso participarão da sessão e serão de extrema importância para o julgamento do acusado. Relembre o caso Marleni e Márcio passavam o fim de semana em uma chácara, localizada na Estrada do Bambu, na zona rural de Peruíbe. Sozinho, o pedreiro Antonio Ferreira invadiu a residência. Armado com uma espingarda, ele atirou nas costas de Márcio, que estava em uma área de jardim. Ao ouvir o tiro, na varanda, Marleni correu para dentro de casa. Ao voltar, ela viu o atirador e o reconheceu como sendo do pedreiro. Ele tentou atirar, mas a arma falhou. Ele então, desferiu golpes de facão e faca, enquanto a mulher entrava em luta corporal. Após o crime, Antônio fugiu. Ensaguentada, Marleni chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Itanhaém. No trajeto, ela informou aos policiais o que havia acontecido. No entanto, ela não resistiu aos ferimentos e morreu antes de chegar ao hospital. Testemunhas afirmaram à época que viram o pedreiro deixando a chácara com uma espingarda e com a roupa cheia de sangue. Pouco mais de uma semana depois do crime, Antônio se entregou para a Polícia Civil, acompanhado de seu advogado. Durante interrogatório, o pedreiro admitiu que fez uma 'besteira' e justificou o crime ao fato de ser ameaçado de morte pelo casal horas antes do duplo homicídio. Ação judicial Antônio foi processado por uma filha da advogada porque adquiriu um Fusca dela, não realizou a transferência do carro e nem pagou multas de trânsito - que após a data da transação estavam recaindo sobre a antiga proprietária. Por esse motivo, a Justiça condenou o pedreiro em junho deste ano a pagar indenização de R\$ 2 mil por dano moral. Questionado pelos delegados sobre essa demanda e a sua relação com o duplo homicídio, o pedreiro alegou que não transferiu o Fusca para o seu nome porque não havia recebido a documentação do carro para adotar tal providência. Ainda conforme a versão do acusado, em determinada ocasião, Marleni solicitou os documentos pessoais dele sob a justificativa de transferir a propriedade do veículo, mas acredita que a documentação foi utilizada para o ajuizamento da ação cível. Ameaças e tiros O assassino confesso da advogada e do estivador declarou que, devido ao desentendimento por causa do Fusca, passou a sofrer “ameaças verbais” de Marleni. O pedreiro inclusive acusou Marleni de efetuar dois disparos em sua direção, mas sem acertá-lo. Antônio não soube informar a data dos supostos tiros e disse que não chegou a registrar boletim de ocorrência deste fato e das ameaças anteriores. Porém, o estopim para o duplo do homicídio foi no próprio dia 3, por volta das 14 horas, conforme narrou. O pedreiro declarou que pedalava uma bicicleta e o casal passou por ele em uma caminhonete. Marleni, então, colocou a mão para fora, simulou portar uma arma de fogo e disse: “Hoje você vai morrer! Vou matar você, sua família e sua neta”. [[legacy_image_2706]]