[[legacy_image_322260]] Morto após levar cerca de nove tiros na madrugada desta quinta-feira (28), o repórter Thiago Rodrigues, de 34 anos, já havia alertado que era vítima de ameaças de morte e disse que teve que sair do País para se proteger. A mensagem foi publicada pela vítima em agosto, quando anunciou a pré-candidatura a prefeito de Guarujá, cidade do litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O jornalista foi executado na Rua Caraguatatuba, no bairro Pae Cará, no distrito de Vicente de Carvalho. Um suspeito de bicicleta teria passado por ele e o alvejado. Thiago havia se filiado ao partido Rede Sustentabilidade no mês passado para a disputa à cadeira de Chefe do Executivo Municipal. Nas redes sociais, Thiago- que se assumia ‘repórter do povo’- publicou um texto se orgulhando das denúncias que teria feito contra o atual governo e assumiu participação nas investigações contra o prefeito Válter Suman (PSB). Na sequência, contou sucintamente sobre um histórico de perseguições. “Fui diversas vezes ameaçado de morte, tive que sair do País por alguns meses, mudar de casa e comprar carro blindado, pois a Polícia Federal (PF) disse que não poderia me proteger. Tive que me virar sozinho para manter minha integridade e minha vida a salvo, pois a polícia me virou as costas na hora que mais precisei, mas nunca desisti”, publicou no facebook. PartidoO partido Rede Sustentabilidade emitiu uma nota lamentando a morte de Thiago Rodrigues e ressaltando que, apesar das investigações estarem em fases iniciais, as intenções de interesse político não podem ser descartadas pelo combate à corrupção que o jornalista realizava enquanto repórter. A Rede também reforçou que, por meio da Deputada Estadual Marina Helou, já oficiou aos órgãos competentes solicitando a celeridade que o caso pede. “Consternados, deixamos nossas palavras de respeito e conforto à família de Thiago”, concluiu o partido em nota oficial. O crimeSegundo informações do boletim de ocorrência, Thiago estava em uma festa na mesma rua onde o crime aconteceu, quando foi chamado por alguém, até então desconhecido. O repórter teria descido na companhia de um amigo, quando foi surpreendido por um homem de bicicleta vestindo uma camiseta verde, calça, máscara branca e um boné escuro. Ao abordar Thiago, o suspeito teria feito diversos disparos na direção dele, que ainda tentou correr, mas caiu logo em seguida. Já no chão, o atirador ainda teria atirado mais vezes contra ele, e depois fugido com a bicicleta em direção à Rua Luis Gama. A Polícia Militar compareceu ao local e encontrou Thiago deitado no chão, com cerca de nove ferimentos na região do tórax, parte posterior e anterior da perna direita, braço direito e costas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou a morte do repórter. No local do crime, a polícia encontrou 13 estojos vazios de munição calibre 9mm e dois projéteis utilizados. O carro de Thiago também estava na mesma via, com um dos pneus esvaziados, e foi vistoriado pela polícia. Nenhum item ilícito foi encontrado, apenas materiais de campanha. O veículo foi levado para o pátio municipal do Guarujá. Dois celulares do repórter também foram apreendidos. O Instituto de Criminalística (IC) foi acionado para periciar o local. O caso foi registrado como homicídio no 2º Distrito Policial de Guarujá e deve ser investigado pela 3º Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos.