A conexão entre os casos permanece um mistério, e as vidas interrompidas desses artistas deixaram marcas profundas nas comunidades (Reprodução/Redes sociais) Entre os anos de 2010 e 2012, a região da Baixada Santista, no litoral São Paulo, viveu um período sombrio com a morte de cinco artistas do funk, dentre eles quatro MC’s e um DJ. Esses assassinatos, conhecidos como a ‘Era das Chacinas’, geraram uma onda de temor. Passados mais de dez anos, nem todos os responsáveis pelos crimes foram identificados, bem como não foi possível estabelecer conexões entre os casos, embora todos tenham ocorrido no mês de abril. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os assassinatos destacam um período de grande violência contra artistas do funk na Baixada Santista, refletindo a luta do gênero musical e de seus representantes em meio a um cenário com desafios e ameaças. A conexão entre os casos são um mistério, e as vidas interrompidas desses artistas deixaram marcas nas comunidades. Conheça os MC's: MC Duda do Marapé No dia 12 de abril de 2011, Eduardo Antônio Lara, o MC Duda do Marapé, foi executado no Centro de Santos. Ele foi alvo de tiros disparados à queima-roupa por homens em uma moto enquanto estava na escadaria próximo à rodoviária. O crime foi classificado como homicídio com autor desconhecido. Pelo menos nove disparos o atingiram. MC Felipe Boladão e DJ Felipe da Praia Grande Em 10 de abril de 2010, MC Felipe Boladão, também conhecido como Felipe Wellington da Silva Cruz, e o DJ Felipe de Praia Grande, Felipe da Silva Gomes, foram mortos. Eles aguardavam uma carona em Praia Grande, a caminho de uma apresentação em Guarulhos, quando um homem se aproximou de moto e abriu fogo. Apesar de serem levados ao pronto-socorro, não sobreviveram. MC Primo Outro caso que chocou a região ocorreu em 19 de abril de 2012. Jadielson da Silva Almeida, o MC Primo, foi brutalmente assassinado, sendo atingido por 11 tiros disparados por um homem em um Fiat Uno branco, no bairro Jóquei Clube, em São Vicente. Notícias publicadas na época informaram que ele foi morto na frente de seus filhos, de cinco e nove anos. Uma investigação de 2022 apontou que a arma utilizada no crime pertencia à Polícia Militar e estaria nas mãos do cabo Anderson de Oliveira Freitas. Em dezembro de 2022, a Justiça de São Paulo expediu um pedido de prisão preventiva contra o policial militar Anderson de Oliveira, que na época tinha 39 anos. Ele era o principal suspeito de ter assassinado o funkeiro MC Primo em abril de 2012. Porém, em julho deste ano, o policial foi absolvido em júri popular. MC Careca Poucos dias depois, em 28 de abril de 2012, Cristiano Carlos Martins, o MC Careca, foi assassinado no Conjunto Habitacional Dale Coutinho, em Santos. Segundo relatos de colegas, ele havia recebido ameaças antes do ataque. Careca, que tinha 33 anos, foi atingido por 15 disparos após um dia de trabalho em um salão de cabeleireiro, de onde tirava sua renda. Vale ressaltar que o MC costumava se apresentar à noite.