O barulho e os rachas de moto ocorrem durante as noites e madrugadas (Arquivo pessoal) Moradores do bairro Itararé, em São Vicente, denunciam que a região da orla perto da Ilha Porchat se transformou em um espaço para rachas de motos e barulho excessivo durante as noites e madrugadas desde março deste ano. A professora Alexandra Villanova Ramalho, de 53 anos, mora na região e diz que a situação tem afetado sua rotina. Ela gravou o vídeo de um racha na noite da última terça-feira (27). (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Vivemos um horror, pagamos o imposto mais caro da Baixada Santista, taxa de laudêmio e sequer podemos assistir à televisão à noite. Sem contar a insegurança”, desabafa Alexandra. De acordo com a professora, o problema começou desde a pandemia, mas os rachas se tornaram frequentes a partir de março deste ano. “Tudo acontece nesse canto próximo à Ilha Porchat. Eu tenho um conhecido que mora lá e é segurança da escola onde trabalho. Ele fala: ‘Professora, tá terrível, não se dorme mais’”. -Rachas barulho moto (1.463908) Ainda segundo ela, os motociclistas costumam subir até a Ilha Porchat e depois descem em grupos, aproveitando a tranquilidade do trânsito para realizar as corridas. “É um lugar relativamente tranquilo, não é igual à avenida da praia. Aí, fazem aqueles picos de corrida bem aqui na frente, com escapamento aberto”. A mulher de 53 anos também contou que, apesar das ligações feitas para a Polícia Militar (PM) e para a Guarda Civil Municipal (GCM), não houve a solução do problema. “A polícia fala que vai mandar um carro e nunca manda. Liguei na guarda, perdi a cabeça com o atendente, que teve a coragem de dizer que não tinha nada acontecendo", afirma a professora, citando ainda que há uma câmera de monitoramento em frente ao prédio onde mora. Alexandra acrescenta que o barulho atrapalha seu trabalho. “Sou professora, à noite preparo aulas, corrijo provas e não tenho sossego dentro da minha própria casa por conta do barulho”. Autoridades Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), o policiamento na região segue intensificado pela Polícia Militar (PM) com base nas dinâmicas criminais e nas denúncias da população. A pasta observou que a inteligência da Polícia Militar monitora constantemente, por meio de redes sociais e denúncias via 190, a prática de corridas ilegais. Além disso, as equipes de policiamento preventivo investigam em dias e horários específicos para mapear pontos de possível realização desses eventos. E quando confirmado o acontecimento, a PM desenvolve fiscalização de trânsito para acabar com a prática. Em nota, a Prefeitura de São Vicente disse que a segurança pública é de competência do Estado, com o apoio do município. A Secretaria de Defesa e Organização Social (Sedos) afirma que "não recebeu nenhum chamado sobre esse tipo de ocorrência nos últimos dias. No entanto, ressalta que intensificará as ações de fiscalização pelo local a fim de garantir a segurança da população e evitar qualquer infração cometida por motoristas". O acionamento pode ser feito pelo telefone 153. Já a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) disse que "não houve acionamento relacionado à ocorrência mencionada". A secretaria afirma que "realiza fiscalizações constantes, com destaque recente para 1.236 testes de alcoolemia, 28 motos e 12 carros guinchados, além de infrações como escapamentos irregulares, documentos vencidos e falta de CNH". A Prefeitura finaliza dizendo que, em situações como esta, a população pode acionar a Guarda Civil Municipal (GCM) via 153 e a Polícia Militar (PM) via 190.