[[legacy_image_233083]] O motorista Adão da Silva Felipe, de 45 anos, pai da turista Lorrana Fernanda Rodrigues Felipe, de 23, que ficou ferida na queda de um parapente, em Bertioga, afirma que a causa do acidente foi uma linha de pipa ‘chilena’ (com quartzo e óxido de alumínio, o que torna ainda mais cortante do que o cerol com vidro) que atingiu o equipamento. A família aguarda a transferência da jovem do Hospital de Bertioga para realizar uma cirurgia em outra unidade. O caso aconteceu na tarde de domingo (25) e a queda provocou a morte do instrutor de voo que estava junto com Lorrana. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A transferência de Lorrana foi solicitada ainda no domingo pela Prefeitura de Bertioga, por meio da Central de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde (Cross), para realização de cirurgia. A Prefeitura reforçou que a unidade de saúde não tem medido esforços para que aconteça a mudança. Apesar de estar estável, a jovem continua internada. O pai dela afirma que as vítimas caíram de uma altura de cerca de 12 metros. “Ela foi fazer um passeio de parapente. Andou o tio dela primeiro, depois um menino que não estava com a gente e em seguida foi ela. Quando ela foi, na hora que estava chegando para fazer o pouso, a linha do pipa cortou a corda do parapente e eles despencaram”. Adão não viu a quem pertencia a pipa, mas diz que os banhistas informaram que aparentava ser de um adolescente que estava na praia. “Na hora todo mundo ficou preocupado com a minha filha e com o instrutor que estava pilotando. Disseram que era um adolescente entre 12 e 15 anos”. “Ela está com a tela no pé e imobilizada na cama. Não pode levantar, não pode fazer movimento brusco, está nessa situação. Deu lesão na coluna dela, mas a gente tem fé em Deus que não há risco de ficar sem andar. O médico não deu essa possibilidade, mas ele passa o mínimo de informação possível”, explica. Contudo, Lorrana precisa ser transferida o quanto antes para um hospital próximo à Americana, a cidade em que vive. “Como a gente é turista, já está vencendo o nosso prazo (aluguel) aqui na casa e nós precisávamos de uma ajuda nesse sentido. Temos que ir embora e não podemos deixar minha esposa aqui desamparada”. Segundo o pai da vítima, ela está preocupada com o estado de saúde do instrutor que a acompanhava durante o voo. A família optou por não contar para Lorrana sobre a morte de José Hélio da Rocha, de 61 anos, enquanto ela ainda se recupera do trauma. Questionada sobre o caso, a Cross informou, em nota, que a paciente está inserida na regulação estadual e seu caso está sendo monitorado para que ela seja encaminhada, em breve, ao serviço de referência apto. Também ressaltou que possui um sistema on-line que funciona 24 horas por dia e busca vagas disponíveis em diversas unidades de saúde, e não apenas nos hospitais estaduais, na região de origem do paciente e com disponibilidade e capacidade para atender cada caso, priorizando os mais graves e urgentes. Contudo, a Cross não soube informar quando surgirá uma vaga e nem se seria próximo à Americana, cidade de Lorrana. A família teme que a jovem seja transferida para um hospital na Baixada Santista e eles não tenham onde ficar. O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Bertioga e deve ser investigado pela Polícia Civil.