[[legacy_image_120887]] A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Militar prenderam em Santos, na manhã deste sábado (6), três homens e uma mulher que integravam uma quadrilha suspeita de envolvimento num amplo esquema de venda de combustível roubado. O faturamento projetado deste grupo é de R\$ 140 mil por mês e, segundo a PRF, todo o valor arrecadado alimentava o crime organizado na Baixada Santista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em nota, a PRF afirmou que os motoristas dos caminhões que transportavam combustíveis roubavam e vendiam parte da carga - cerca de 80 litros por veículo - para os criminosos, que por sua vez utilizavam o produto para viabilizar ações criminosas. De acordo com a corporação, eram 20 caminhões por dia envolvidos e cada litro de combustível era vendido a R\$ 3,00. A Polícia Rodoviária Federal não soube precisar quando o esquema teve início, mas apontou que um dos grupos recentemente beneficiados pela prática teria relações com a greve dos caminhoneiros. O comando da paralisação, por sua vez, nega qualquer ligação com essas pessoas (leia mais abaixo). No caso específico envolvendo a paralisação dos caminhoneiros, segundo a PRF, as ações seriam feitas com o apoio de motocicletas. Nelas, criminosos ameaçavam os caminhoneiros que não quisessem aderir ao movimento, jogavam pedras nos veículos e até agrediam pessoas. Os quatro presos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Santos e permanecerão à disposição da Justiça. Outras duas pessoas são investigadas pelo envolvimento no esquema. A PRF e PM seguem em busca de outros núcleos criminosos envolvidos no roubo de combustíveis. Apoio às prisõesProcurado por A Tribuna, o presidente do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Sindicam), Luciano Santos de Carvalho, disse não saber da existência do esquema criminoso e garantiu não compactuar com esse tipo de situação. "Damos os parabéns para a Polícia Rodoviária Federal e para a Polícia Militar, que estão dando a tranquilidade para os manifestantes poderem reivindicar os seus direitos. Destaco que, a todo momento, respeitamos as ações policiais." Ainda de acordo com ele, em nenhum momento o Porto de Santos teve seus acessos travados pelos grevistas. "Ele está livre. As transportadoras não trabalham porque não querem."