O óleo era descartado em um rio (Divulgação/ Polícia Civil) Uma quadrilha, com três homens e uma mulher, foi presa por manter um ‘laboratório clandestino’ no descarte de óleo de navios na região portuária de Santos. O grupo é suspeito de ter contaminado um dos principais rios da Baixada Santista. O crime ambiental foi desarticulado na quarta-feira (21) com a prisão do bando em São Vicente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), os policiais civis da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) atuaram na operação. Ao todo, foram apreendidos 14 caminhões com cerca de 400 mil litros de óleo. A quadrilha foi multada em mais de R\$ 62 mil. As investigações apuraram que o ‘laboratório clandestino’ utilizava canos e mangueiras conectados dentro do imóvel para despejar o material nas vias públicas. A engenharia criminosa fazia com que o óleo atingisse a galeria de águas pluviais nas proximidades do porto e de rios da região. Além disso, os suspeitos também utilizavam equipamentos para separar a ‘água suja’ do óleo dos navios. A SSP também confirmou que o bando é investigado por furto qualificado e desvio de recursos hídricos. Uma segunda empresa também é investigada por ‘contratar’ o serviço dos criminosos para descartar ilegalmente o óleo de navios e reduzir os custos. Depois de identificar o crime, as equipes policiais cumpriram mandados de busca em dois endereços ligados aos suspeitos. Nesses locais, encontraram os quatro envolvidos, responsáveis pela manutenção do esquema. Também foi identificado um cano no banheiro do galpão, ligado à rede de esgoto. Durante a vistoria nos fundos do imóvel, os policiais acharam outros tubos que direcionavam o óleo à galeria pluvial, onde foram encontrados resíduos secos do material e frascos de ensaio com mais vestígios de óleo. Diante dessa situação, a equipe policial acionou órgãos de regulamentação e a perícia do Instituto de Criminalística (IC) para analisarem o local. Agora, as investigações continuam para identificar outros envolvidos. Os membros da quadrilha foram encaminhados à delegacia e permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado na 1ª DIG de Santos como poluição, produção de substância tóxica, furto, cumprimento de mandado de busca e apreensão e associação criminosa.