[[legacy_image_215452]] A organização criminosa que realizou ataques cibernéticos a seis prefeituras de São Paulo e uma de Minas Gerais é alvo da Operação Interestadual Per Saltum, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (18). Na Baixada Santista, mandados judiciais foram cumpridos em Santos, Praia Grande e São Vicente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! De acordo com apuração de A Tribuna, um dos líderes da organização foi preso em um apartamento no Canto do Forte, em Praia Grande. Além dele, outra pessoa foi presa na mesma cidade, enquanto uma foi detida em Santos e outras duas em São Vicente. Havia mandado contra um terceiro suspeito em São Vicente, mas este já estava preso. Realizada pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com as polícias civis de Goiás e Piauí, a ação visa combater crimes na internet, realizados por meio de golpes com sites falsos para retenção de senhas, engenharia social no acesso a dispositivos e redes sociais e manipulação de dados para fraudes contra o sistema financeiro (seguros e benefícios sociais). Segundo a Polícia Civil, a organização criminosa investigada lucrou mais de R\$ 3 milhões com os ataques. Somente na Prefeitura de Pirapozinho (SP), foram R\$ 2,5 milhões em desvios. Ainda em São Paulo, as prefeituras de Nova Granada (R\$ 491 mil), Pratânia (R\$ 20 mil), Anhumas, Pontes Gestal e Teodoro Sampaio também foram atacadas - em alguns casos, a quadrilha não concluiu a fraude. Em Minas Gerais, a prefeitura de Entre Folhas teve prejuízo de R\$ 111 mil. Desta forma, os policiais cumpriram 50 mandados judiciais nesta terça-feira em SP, Goiás e Piauí, sendo 36 de busca e apreensão e 14 de prisões temporárias (três pessoas não foram encontradas e são consideradas foragidas). Em ação prévia, outros 18 mandados de busca e apreensão já tinham sido cumpridos, totalizando 68 mandados judiciais. A operação contou com atuação do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 8, Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) e delegacias seccionais de outros municípios. Segundo o delegado titular do Deinter 8 de Presidente Prudente, Éverson Aparecido Contelli, as investigações tiveram início a partir do ataque à Prefeitura de Pirapozinho. Ele ainda contou que os criminosos agiam de forma organizada e hierarquizada, com núcleos responsáveis para cada atuação: redes sociais, lavagem de dinheiro, etc. Segundo Éverson, o dinheiro era repassado para contas correntes. Desta forma, os correntistas recebiam de 5% a 15% dos valores. "Já identificamos mais de 200 correntistas que participaram das ações criminosas. Eles também são cúmplices, pois possibilitaram a transferência dos recursos em troca de vantagem. Por ora estamos buscando os líderes do esquema, mas em algum momento vamos chegar também nessas pessoas que cederam as contas", disse para o Estadão. Com 278 policiais paulistas e 10 de Piauí e Goiás, a operação desta terça contou com 86 viaturas. A Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos também prestou apoio. Per SaltumO nome da operação é uma alusão à complexidade financeira e de recuperação de ativos proporcionada à Polícia Civil com a implantação de bancos digitais no país e a utilização do protocolo Pix. [[legacy_image_215441]]