[[legacy_image_252802]] O Ministério Público Federal (MPF) denunciou quatro homens pela participação do latrocínio que terminou com o prestador de serviço dos Correios de 53 anos, Sérgio Murilo Pereira, assassinado com dois tiros no começo de fevereiro. O crime aconteceu enquanto a vítima fazia entregas na Rua Major Eugênio Terral, na Vila Cascatinha, em São Vicente. (Veja em vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Dentre os suspeitos, o documento do MPF ainda cita um quinto participante que não foi identificado e localizado, porém investigações continuam para descobrir a identidade do integrante do grupo. Segundo o documento solicitando a condenação, os denunciados de “forma consciente, livre e voluntária, tentaram subtrair para si coisa móvel alheia, mediante grave ameaça e violência à pessoa, com o uso de arma de fogo”, resultando na morte do motorista que fazia entregas de mercadorias. Dentre os cinco denunciados pelo Ministério, dois estão presos na cadeia pública de São Vicente, outros dois foram identificados mas não foram encontrados e um terceiro participante sequer teve sua identidade descoberta. Na ocasião, quatro bandidos chegaram de carro perto do veículo branco dirigido pela vítima, que não tinha o logotipo dos Correios por ser de serviço terceirizado. Após a aproximação, dois ladrões saem do carro e tentam abordar o entregador, mas a vítima não para o carro e acaba levando os tiros. Após ser atingido pelos projéteis, Sérgio perdeu o controle da direção e bateu em um muro. Neste momento, um dos criminosos foi atropelado e a quadrilha fugiu de carro. Tal veículo seria de um motorista de aplicativo. O suposto motorista de aplicativo se apresentou no 1º Distrito Policial (DP) de São Vicente para alegar que não sabia a intenção do grupo, mas acabou detido. O homem, de 23 anos, diz não ter ciência de que os criminosos iriam assaltar um veículo e se sentiu coagido pelo fato deles estarem armados, por isso continuou a corrida normalmente. Porém, o MPF conclui que o motorista de aplicativo era conhecido de um dos autores do latrocínio e os fatos narrados não indicam, a princípio, que ele tenha sido efetivamente coagido ou que estivesse sob ameaça, tendo em vista que, pela conduta apurada nos autos, o acusado aderiu à conduta criminosa. Na época, os Correios, em nota, confirmaram a ocorrência com o empregado terceirizado e a estatal lamentou o ocorrido.